Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Entrevista ao presidente e comentários estivais

17 de julho de 2010 (número de julho/agosto de 2010) (5 páginas)

 

OLIVENÇA, O TABU IBÉRICO

Texto Alcides Parreira Fotografia Cortesia Além Guadiana

(fotografias: quatro: uma rua de São Jorge da Lor; a Serra de Santo Amaro; o convento de São João de Deus; o interior da capela da Misericórdia)

 

«Apesar da aparente normalidade - e cordialidade - existentes entre os dois países vizinhos, as relações bilaterais entre Portugal e Espanha continuam ensombradas pela disputa histórica de Olivença. Sendo certo que ambas as instâncias governamentais parecem ter colocado o problema na gaveta, pelo menos publicamente, é notório o desconforto com que os dois lados lidam com o tema, procurando, dentro do possível, reduzir ao mínimo o "ruído" provocado pelas opiniões divergentes, principalmente daqueles que exigem a redefinição da linha fronteiriça, num regresso ao que era no início do século XIX. Longe dos corredores do poder, dos meandros políticos e dos omnipresentes sentimentos patrióticos, começam a dar-se sinais visíveis de aproximação, depois de várias décadas de um afastamento consentido e, grande parte das vezes incentivado. Sendo que a resolução política da questão parece praticamente impossível, pelo menos a curto prazo e dentro do quadro comunitário actual, esta nova abordagem passa substancialmente por algo que nem as delimitações fronteiriças, nem as movimentações diplomáticas conseguem apagar: a Cultura. O Património histórico português, edificado e imaterial, presente em toda a comunidade oliventina, começa agora a ser valorizado e retirado do "baú" a que o confinaram, desta vez com um pormenor que poderá fazer a diferença: os principais impulsionadores deste esforço de reaproximação são naturais de Olivença, interessados pelo passado cultural dos seus antepassados. Falo especificamente da Associação Além Guadiana.»

 

________________

 

Constituída no dia 14 de Março de 2008, esta Associação [Além Guadiana] surge como fruto da sensibilidade comum de um colectivo de oliventinos que se sentem comprometidos com o desenvolvimento e evolução cultural da sua terra.

 

"Criámos a Além Guadiana porque nos sentíamos com a responsabilidade de fazer algo, para que uma parte importante da nossa herança portuguesa não se acabe por perder. E, também, para contribuir para a preservação do extraordinário património que nos deixaram as gerações anteriores", começa por dizer Quini Fuentes Becerra, presidente da Associação. O âmbito da sua associação abarca Olivença e as suas aldeias, assim como a localidade de Táliga, antiga aldeia de Olivença que actualmente conta com "ayuntamiento" próprio. Os princípios e objectivos que lhe estão na génese são variados, mas caminham num mesmo sentido, a reaproximação, recuperar, preservar e valorizar a herança portuguesa de Olivença; sensibilizar cidadãos e instituições oliventinos sobre a necessidade de preservar e dinamizar a cultura portuguesa; promover as ligações culturais que unem Olivença a Portugal; fomentar o conhecimento de Portugal e dos países da Lusofonia; contribuir para o bilinguismo através da promoção da Língua de Camões; fazer de Olivença um verdadeiro ponto de encontro de duas culturas.

 

"Consideramos que Olivença tem umas características muito singulares pelo seu passado português. Olivença e os oliventinos participaram activamente, ao longo dos seus mais de cinco séculos de história portuguesa, na construção de Portugal, na Guerra da Restauração, na criação artística, na aventura ultramarina e em tudo o que adveio da nação portuguesa. Não podemos ignorar todo o legado cultural que nos foi deixado por Portugal, em mais de meio milénio. Muralhas, conventos, palácios, casas brasonadas e obras-primas como a igreja manuelina da Madalena, são parte de um património, que é na prática e na sua totalidade português. E, assim mesmo, é portuguesa a base cultural na maioria das suas tradições, festividades, folclore musical, gastronomia, etc. Devemos estar agradecidos a Portugal, que nos deu grande parte do que somos", refere.

 

(Em destaque na revista: «Olivença e os oliventinos participaram activamente, ao longo dos seus mais de cinco séculos de história portuguesa, na construção de Portugal»)

 

Sendo este um tema que gerou e continua a gerar alguma controvérsia, como tem sido recebido o trabalho que têm vindo a fazer, quer pelas autoridades, quer pela população em geral? "A Além Guadiana só tem uma reivindicação: a cultura. Pensamos que a cultura nunca pode ser objecto de controvérsia. A criação da Além Guadiana trouxe sempre ligada uma apresentação da associação aos representantes políticos e institucionais de Olivença e de outros âmbitos, explicando o que somos e o que não somos, o porquê desta associação, os seus objectivos e as suas actividades. Por exemplo, o projecto de recuperação dos antigos nomes portugueses das ruas oliventinas foi apresentado a todos os grupos políticos, conseguindo uma aceitação unânime. Esta aceitação poderia transladar-se à população oliventina em termos gerais. Foi emocionante contemplar no primeiro certame de "Lusofonias" a implicação de numerosos oliventinos na leitura pública continuada em português, os alunos de português a interpretar canções na língua de Camões, os nossos idosos a mostrar aos jovens os velhos ofícios artesanais."

 

Mas que tipo de relacionamento é mantido entre a Além Guadiana e as associações e entidades portuguesas? "Para nós é fundamental estabelecer laços culturais e de amizade, tanto a nível colectivo como particular, com as instituições portuguesas. Temos experiências muito interessantes com associações culturais, como é o caso da "Do Imaginário" de Évora, com quem desenvolvemos convívios, eventos de música e teatro, que resultaram muito frutíferos. Desejamos criar no futuro novos laços com outras instituições portuguesas mas, sobretudo, contribuir para que, de outras entidades oliventinas, se trabalhe num sentido semelhante, recompondo vínculos que se perderam com o passar do tempo."

 

Dentro do tema "Olivença", as opiniões são, por vezes, muito diferentes, umas defendendo a reintegração em Portugal, outras querendo apagar por completo essa ligação. A sua posição nesta matéria é clara... "A Além Guadiana é uma Associação cultural, sem fins lucrativos e absolutamente apolítica. Respeitamos qualquer ponto de vista ou posição democrática sobre aspectos de carácter político, mas não temos qualquer opinião sobre outro âmbito que não seja a cultura." Apesar dos diferentes obstáculos, o trabalho que têm vindo a efectuar poderá de alguma forma contribuir para uma reaproximação entre as duas partes e para uma solução consensual entre ambas. "Há expressões nascidas em Olivença que nos falam da dualidade da cultura oliventina: "embaixadora de Portugal em Espanha", "cidade das duas culturas", etc. Não podemos deixar de lado a História portuguesa de Olivença, nem a espanhola, nem ignorar o legado que ambas nos deixaram. Olivença em Português escreve-se com "ç" e em castelhano com "z". Não desejamos que expressar o nome da nossa cidade de uma maneira ou de outra seja sinónimo de antagonismo ou disputa, mas sim o contrário, uma forma de expressar a riquezade uma terra onde se respiram duas culturas. A cultura é, precisamente, um ponto em que todos podemos coincidir. As culturas devem acrescentar, não diminuir. E, também, pensamos que em qualquer lugar se devem potenciar as singularidades. Não o fazer só nos iria empobrecer culturalmente e, além disso, privar-nos de recursos que têm uma clara projecção económica. Não seria lógico, por exemplo, que os brasileiros deixassem de se expressar através da língua portuguesa por pertencerem a outro país, ou que na Galiza ou em Valência não se fomente a sua língua característica, além do castelhano. A cultura não conhece fronteiras e os oliventinos devem defender, como se faz em todos os outros sítios, o que nos é próprio."

 

(Em destaque, na revista: «A cultura é, precisamente, um ponto em que todos podemos coincidir. As culturas devem acrescentar, não diminuir»)

 

A ligação dos mais velhos a Portugal é inequívoca, mas como estão os mais jovens a responder a este repto? "As gerações mais jovens nasceram e cresceram num contexto muito diferente aos dosseus pais e dos seus avós. Os mais idosos viveram a língua e a cultura portuguesa de uma forma muito directa; a geração seguinte viveu-a de uma forma ainda próxima, inclusivamente cresceu ouvindo falar português aos seus pais, mas é aqui que se produz a ruptura na transmissão linguística intergeracional. Pela primeira vez em muitos séculos, os pais deixam de falar para os filhos em português. Os netos não tiveram a oportunidade de ouvir falar português nas suas casas, excepto talvez aos seus avós e bisavós. Não obstante, aqui acontece algo interessante, que é os mais jovens terem tido maior acesso à educação, e, inclusivamente, muitos aprenderam português na escola, estão mais informados e actuam de uma forma mais natural. São capazes de ver as suas origens com curiosidade, sem preconceitos, e Portugal de uma forma muito mais positiva."

 

E qual será a melhor solução para resolver definitivamente esta questão? "Durante décadas, os próprios oliventinos olharam o português com distância e inclusivamente com alguma rejeição. Na base destas ideias, há um fundo de ignorância, alimentada por preconceitos e outras razões mais complexas. Hoje em dia, as mentalidades estão a mudar rapidamente, existindo uma maior abertura. Os protagonistas da promoção da cultura portuguesa em Olivença devem ser principalmente os oliventinos. E para que isto aconteça, é necessário conhecer melhor a nossa História, ainda pouco conhecida por nós mesmos, e valorizar positivamente toda a herança que nos deixou Portugal. Isso criaria uma maior consciência daquilo que somos, contribuindo para fortalecer a nossa identidade, o orgulharmo-nos das nossas raízes e, em definitivo, a valorizar e proteger melhor o que temos.. Mas isso não se consegue com tratados ou decretos, consegue-se pouco a pouco, através dos sentidos, das emoções. Desfrutando da gastronomia, conhecendo as povoações do Alentejo, lendo Fernando Pessoa, escutando as mornas cabo-verdianas ou fazendo amigos em Portugal. Por outra parte, Olivença tem no passado a sua melhor ferramenta para o futuro. Graças ao seu rico património, todos os anos recebe um crescente fluxo turístico, de qual pelo menos uma quarta parte procede de Portugal. Os turistas confessam-se surpreendidos pelos seus monumentos, pelos seus espaços urbanos bem cuidados, pelo seu ar português. Provavelmente, o legado cultural constitui o nosso principal potencial económico, do qual se alimentam os sectores ligados ao lazer, ao turismo, ao comércio ou à gestão cultural, entre outros. Algo semelhante acontece com a língua portuguesa, que à parte do seu significado cultural, tem um grande valor prático, devido à nossa ligação fronteiriça e pelas muitas portas que nos abre para viajar, para nos relacionarmos, trabalhar ou comercializar em Portugal. Potenciar Portugal em Olivença é, também, projectar a sua economia."

 

Algumas vozes portuguesas falam de uma forte aculturação sofrida pelos oliventinos durante todo este tempo de domínio espanhol, apagando quase todos os sinais portugueses de Olivença. Poderá isso ser considerado verdade? "A História pode-se prestar a diferentes interpretações, e não é um dos nossos fins fazer considerações sobre a mesma. Sempre nos movemos a partir de fundamentos construtivos, com os olhos no presente e no que ainda não chegou, aproveitando da forma mais positiva a nossa História para projectar o nosso futuro. Partimos de um diagnóstico da realidade cultural de Olivença e tentamos contribuir para a sua melhoria. Nas últimas décadas realizou-se em Olivença um trabalho meritório para recuperar os monumentos herdados da época portuguesa e hoje em dia a cidade é um exemplo a seguir. Apesar disso, perdeu-se muita da nossa cultura imaterial, que é tão importante como a material, e um exemplo disso é a língua. Nas ruas de Olivença fala-se português ininterruptamente do século XIII até aos nossos dias. Um século e meio depois da mudança de nacionalidade, em meados do século XX, o português continuava a ser a língua materna da maioria dos oliventinos, apesar de ter faltado qualquer tipo de apoio institucional, graças exclusivamente à vontade do povo oliventino que se manteve apegado à sua língua materna. Hoje em dia fala-se o português junto das franjas de idade superior aos 65 anos, encontrado-se em perigo de desaparecer. Se nada o impedir, a língua portuguesa e toda a tradição oral que viajou de geração em geração na língua de Camões acabará por desaparecer de Olivença, o que seria uma enorme perda cultural. Actualmente, o português já se ensina em algumas das escolas de Olivença como ensino obrigatório, o que é um passo muito importante. Não obstante, é necessária uma aposta muito mais forte no ensino do português, por razões históricas e culturais. O português não é uma língua estrangeira em Olivença, não constitui um idioma estranho que tenhamos de importar. É parte inata das nossas raízes e da nossa cultura. Enquanto os nossos idosos falarem português, continuaremos a pertencer à Lusofonia, como o Alentejo, o Brasil, ou Cabo Verde. A partir da Além Alentejo [engano? Além Guadiana?], desejamos que Olivença continue a pertencer ao mundo lusófono. Pode ser que algum dia os nossos filhos nos peçam explicações por não lhes termos transmitido o que herdámos dos nossos antepassados."

 

(Em destaque na revista: «Perdeu-se muita da nossa cultura imaterial, que é tão importante como a material, e um exemplo disso é a língua»)

 

Resta sempre uma pergunta para fazer: e o futuro? "Há que destacar os projectos levados a cabo pela Associação, como é o caso da celebração das «I Jornadas sobre o Português Oliventino», a colaboração com os professores de português da escola Francisco Ortiz, a criação de espaços virtuais para a difusão das nossas actividades, a petição à Junta de Extremadura para que o português em Olivença seja declarado «Bem de Interesse Cultural», a apresentação de um projecto às autoridades políticas para a recuperação dos antigos nomes em português das nossas ruas, a celebração do primeiro certame de «Lusofonias», etc. Vamos seguir a aposta para potenciar o "Lusofonias", e neste momento estamos a realizar um filme sobre o português oliventino, intitulado "Carne de Fronteira". Recentemente apresentámos às instituições oliventinas um conjunto integral de propostas para impulsionar a cultura portuguesa em Olivença, com o ponto forte na cultura intangível e muito especialmente na língua. Assim mesmo, continuaremos a potenciar iniciativas que estreitem os vínculos com Portugal e a curto prazo teremos previstas algumas iniciativas para divulgar a associação em Lisboa. Pensamos que, também, as instituições de Portugal, por muitos motivos, deveriam fazer o compromisso de apoiar a cultura portuguesa em Olivença, que se está a preocupar em pôr as suas origens no ponto mais alto. São muitas as actividades desenvolvidas em pouco tempo e também são numerosos os planos para o futuro. Mas somos uma associação pequena, com poucos recursos. Queremos fazer as coisas pouco a pouco, de maneira construtiva, contando com a colaboração das instituições de Olivença e dos oliventinos. Aplicamos a ideia "pensa em grande, actua em pequeno", promovendo iniciativas realizáveis. E, pensando em grande, sonhamos com uma Olivença culturalmente mais sensível, muito mais aberta a Portugal, onde os pais falam com os filhos indiferentemente na língua de Camões ou na de Cervantes. Sonhar não custa nada."

 

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A ORIGEM DO ALÉM GUADIANA (OLIVENÇA)

(desenho da velha Ponte da Ajuda)

Texto: Carlos Eduardo da Cruz Luna

 

Ilustração: Marta Nunes

 

Costuma dizer-se que a cultura é o que distingue verdadeiramente o Homem dos outros animais. O Ser humano consegue, colectivamente, geração após geração, ir criando hábitos, formas próprias de encarar o mundo, de produzir... e assim se perpetua. Diferentes grupos humanos vão criando formas próprias de estar na vida, e desta forma se distinguem doutros grupos humanos, que fazem exactamente a mesma coisa, mas introduzindo aspectos únicos. Tudo isto não põe em causa o facto de, rigorosamente, o Homem ser igual por toda a parte. Nem podemos falar de raças em termos científicos. Apenas há uma: a raça humana. Mas... estas diferenças fazem a riqueza da espécie humana. A diversidade enriquece essa espécie, e cria a diversidade. Parece inevitável, mas o Ser humano é assim mesmo. E os aspectos culturais do domínio do intelecto sobrevivem com uma extraordinária força, mesmo quando outros aspectos são deixados de lado, nomeadamente no campo da produção de riqueza. É desta forma que, em plena civilização industrial, subsistem hábitos e expressões linguísticas velhos de séculos ou mesmo de milénios. Parece estar fora do alcance de qualquer civilização destruir completamente uma cultura que subjugue. O tempo poderá disfarçar traços antigos, confundi-los, reorganizá-los... mas raramente se verifica a total destruição. Os aspectos sentimentais, porque muito subjectivos, são de difícil definição. Por isso, é tão difícil destruir sentimentos.

 

Olivença é um exemplo de tudo isto. Portuguesa desde 1297, povoada intensamente por alentejanos que se tornaram os seus naturais desde então e transformada em povoação de razoável importância, assistiu, no decorrer dos tempos, a muitas marés históricas. Duma forma ou de outra, sobreviveu, e a sua cultura foi-se formando, como um ramo da cultura alentejana e, necessariamente, como terra portuguesa. Uma guerra em particular tentou mudar-lhe o destino. A Guerra das Laranjas obrigou-a a passar a depender de Madrid. No meio das questões de soberania, que até ao presente não se encontram resolvidas, uma coisa foi clara: tentou-se destruir a cultura tradicional reinante, por vezes de forma bem ofensiva e desrespeitadora de sentimentos e afectos. A comunidade oliventina resistiu. Ignorava ordens, burlava-as. Por vezes, conseguia ludibriar a cultura entretanto tornada obrigatória. E teve sucesso, muitas vezes. O passar do tempo, todavia, ia destroçando resistências. Na década de 1980, a língua portuguesa começou claramente a perder terreno. Muitos afirmaram que Portugal tinha morrido em Olivença. Alguns usaram essa pseudo-constatação para desvalorizar a cultura portuguesa como um todo, e pôr em causa a sua qualidade, a sua continuidade, e até a sua existência. A ignorância tem muitas facetas. A negação de valores culturais pode até tomar o aspecto de uma moda. Mesmo porque o consumismo moderno adora modas. Modas que vendam, de preferência. Havia algo que subsistia, e ninguém via. Um fogo por debaixo das cinzas. Uma cultura de séculos. Um conjunto de sentimentos. A percepção de que a cultura imposta não conseguia explicar muita coisa, nomeadamente no domínio da História. A constatação de que era necessário ser actor, e não somente figura passiva.

 

O Além Guadiana surgiu em 2008. Não pretende envolver-se em grandes polémicas políticas. Mas está aí para dizer que a cultura original do povo oliventino não morreu, e que dificilmente morrerá. Que ainda resiste, porque é filha do dito povo. Mostrando que, em termos culturais gerais, é pouco inteligente quem decreta administrativamente a morte de sentimentos profundos. Mostrando, também, que erra quem nega vitalidade ao modo de ser português. O Além Guadiana pede para ser ouvido. Quer recolocar a cultura oliventina no seu lugar, integrando a Lusofonia. Pede que lhe prestem atenção. Que não a ignorem, que não finjam que não existe. A História dirá como se comportou a cultura-mãe. A alentejana. Portuguesa, por consequência. E será impiedosa no seu juízo!

__________________________________________________________

 

(semanário), 6 de agosto de 2010

(fados em Olivença)

Pág. 46

Blogue de Marcelo Rebelo de Sousa

Terça 27

FREEPORT, SÓCRATES, CDS, ALEGRE, NOBRE E OLIVENÇA

 

(...) OLIVENÇA. Noite de fados. No passado dia 22. Na Rua dos Saboeiros. Um sucesso! E muitos parabéns a Carlos Luna pelo seu empenhamento. E a esta nova geração espanhola e à sua abertura cultural. E humana. (...)

 

http://sol.sapo.pt/blogs/marcelorsousa/archive/2010/07/27/Freeport_2C00_-S_F300_crates_2C00_-CDS_2C00_-Alegre_2C00_-Nobre-e-Oliven_E700_a.aspx

 

Publicado por AG às 19:29
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Comentário(s):
De olivencalivre a 7 de Agosto de 2010 às 19:56
Eu, Carlos Luna, quero esclarecer que apenas tenho enviado informações sobre o "Além Guadiana" ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Nunca disse que estava por detrás das suas actividades, nem nada desse género. Pelo contrário, sempre tenho destacado o papel "autóctone" da Associação. É nesse sentido que sou elogiado neste pequeno texto (no sentido de fornecer informação). Portanto, quem me tem escrito a perguntar o porquê dos Parabéns, que fique descansado nesse aspecto. Não posso, é claro, impedir que, após 22 anos (vinte e dois) anos de divulgação dos temas de Olivença, muita gente me veja como, pelo menos, pessoa que tem algum papel a desempenhar. Por favor, compreendam e aceitem isso! É natural!
Estremoz, 07 de Agosto de 2010.
Carlos Eduardo da Cruz Luna
De Anónimo a 8 de Agosto de 2010 às 15:47
Quero louvar o papel grandioso e despido de complexos que o Além Guadiana está a desenvolver no conhecimento e na origem de Olivença, que os espanhóis /castelhanos sempre esconderam aos Oliventinos o roubo cometido e a sua devolução ao espaço português a que se obrigaram pelo tratado de Viena de Àustria de 1815 e por si aceite em 1817. Os espanhóis/castelhanos não são sérios e não respeitam a sua assinatura aposta no documento, porque mantêm ainda o território cativo.
Todavia, não posso deixar de referir o esforço grandiloquente do prof. Carlos Luna, a quem saúdo, pela revelação história que faz de Olivença. Acho não ter sido fáciol ao professor navegar neste espaço tão hostil em dar a conhecer a verdadeira história aos Oliventinos.
O meu bem-haja ao professor e o meu muito obrigado de Português leal e sempre presente.

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