Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

"Almas da Magdalena", novo livro de González Carrillo

Apresentação do novo livro de José Antonio González Carrillo, “Almas da Magdalena”. O ato será celebrado na próxima terça-feira, 19 de abril, às 20 horas, na sala de atos do convento de São João de Deus de Olivença.

 

 

 

Presentación del nuevo libro de José Antonio González Carrillo “Almas da Magdalena”. El acto tendrá lugar el próximo martes, 19 de abril, a las 20 horas, en el salón de actos del convento de San Juan de Dios de Olivenza.

Sentimo-nos: almas
Música: almada
Publicado por AG às 07:08
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Comentário(s):
De olivencalivre a 17 de Abril de 2011 às 14:58
(POESIA EM DÉCIMA)IGREJA DA MADALENA (OLIVENÇA)
(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em
que há um mote, e
um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai
reproduzindo cada um
dos versos do mote, pela sua ordem)

IGREJA DA MADALENA (OLIVENÇA)

MOTE:

Madalena é uma Catedral
cheia de firme altivez;
é uma filha de Portugal,
seu símbolo de intrepidez!


1.
Já foi sede de Bispado
esta Igreja tão formosa.
Com a fachada grandiose
lá vai vivendo o seu fado.
É um diamante engastado,
numa coroa o principal.
Olhar para ela é fatal.
De tal forma ela domina
que é clara a sua sina:
MADALENA É UMA CATEDRAL.


2.
As suas colunas cordas são
de navios singrando no mar
ao sabor do vento a soprar,
temerosos de um furacão.
Dã voltas à imaginação
na sua singela vetustez.
Nas suas voltas com nitidez
mostra este templo natureza
da sua origem portuguesa,
CHEIA DE FIRME ALTIVEZ.


3.
O seu interior gigante,
os seus altares preciosos
cheios de enfeites portentosos,
dão-lhe uma feição pujante.
Tudo nela é tão brilhente
que vai p'ra além do monumental.
As pedras da nave principal,
sepulturas que servem de chão,
revelam que esta construção
É UMA FILHA DE PORTUGAL.


4.
Olivença tem no coração
um tão invulgar monumento.
Deve nele procurar alento
para um futuro de eleição.
Se é preciso inspiração,
ele ali está com robustez!
Olhe-se pois sem mesquinhez,
e vendo o exemplo d'outrora,
que seja a Madalena agora
SEU SÍMBOLO DE INTREPIDEZ!

Estremoz, 17 de Abril de 2010
Carlos Luna (Carlos Eduardo da Cruz Luna)
De olivencalivre a 17 de Abril de 2011 às 17:41
OUTRA POESIA! HOJE O CLIMA ESTÁ PROPÍCIO...
OLIVENÇA É TERRA ANTIGA
(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em
que há um mote, e
um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai
reproduzindo cada um
dos versos do mote, pela sua ordem)

OLIVENÇA É TERRA ANTIGA

Mote
Olivença é terra antiga,
ptotegida pelo Rei Dinis;
é uma linda rapariga
com uma linda Igreja Matriz!

1.
Duma ladeia pequenina
se fez uma vila grandiosa,
com uma traça tão formosa
que de longe não s'imagina,
mas fica logo na retina
de qualquer que nela s'abriga.
Terra das Oliveiras, amiga,
em ti se vê, sem contestação,
que o tempo te deu dimansão,
OLIVENÇA É TERRA ANTIGA.

2.
Cresceste em terra alentejana.
O teu povo muito trabalhou,
merecendo o pão que ganhou
cada dia, cada semana.
Das terras do Além Guadiana
eras o orgulho do País.
Pertenceste à Ordem d'Avis,
Templária foste primeiro,
destinada a ser celeiro,
PROTEGIDA PELO REI DINIS.

3.
A Época dos Descobrimentos
trouxe-te riqueza notória,
e de toda essa glória
nos falam os teus monumentos.
Eles aí estão, documentos,
para que esquecer não se consiga.
A semente produz espiga,
e assim foi em Olivença,
terra que, é de todos crença,
É UMA LINDA RAPARIGA.

4.
Os séculos foram decorrendo,
e tiveste dificuldades.
A muitas contrariedades
fizeste frente, mas sofrendo,
e na tua alma, gemendo,
te deixaram uma cicatriz.
Mas não morreu a tua raiz
de terra heróica na História,
cidade de tanta vitória
COM UMA LINDA IGREJA MATRIZ!

Estremoz, 17 de Abril de 2011
Carlos Luna (Carlos Eduardo da Cruz Luna )
De olivencalivre a 17 de Abril de 2011 às 20:11
O BRASIL EM OLIVENÇA
(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em
que há um mote, e
um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai
reproduzindo cada um
dos versos do mote, pela sua ordem)

Mote
Olivença tem em seu seio
odor do Brasil, um pedaço;
pedestal visto com enleio
em mui precioso espaço!

1.
Frei Henrique lá navegava
no ano de mil e quinhentos,
rodeado d'olhares atentos
porque algo novo se buscava.
Aquelo viagem abrigava
um segredo, um anseio.
Não era simples passeio,
e que esta nota aqui fique:
esse famoso Frei Henrique
OLIVENÇA TEM EM SEU SEIO.

2.
Afinal ao Brasil se chegou,
fosse ou não fosse a intenção,
(ainda hoje há discussão),
e logo na praia se rezou.
Frei Henrique ali oficiou
uma Missa, primeiro abraço;
e com todo o desembaraço
sermão em latim se proferiu;
pela primeira vez se sentiu
ODOR DO BRASIL, UM PEDAÇO.

3.
Bela Paz desta demonstração,
foi quebrada, não muito depois,
pois decorrido um ano ou dois
produziu-se uma confrontação.
Mas na altura o coração
estava aberto, sem receio.
Hoje, em Olivença, no meio,
sendo a Madalena moldura,
Frei Henrique tem sepultura,
PEDESTAL VISTO COM ENLEIO.

4.
Nem sempre a cristã bondade
o tal Frei Henrique praticava;
Bispo em Olivença, mandava
tratar judeus sem caridade.
Era o tempo em que a verdade
só podia ter um só traço.
Perdoemos esse embaraço,
que fique a primeira lembrança:
o Frei Henrique lá descansa
EM MUI PRECIOSO ESPAÇO!

Estremoz, 17 de Abril de 2011
Carlos Luna (Carlos Eduardo da Cruz Luna)

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