Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Olivença ainda sonha com o mar nos livros de González Carrillo

SOCIEDAD

La iglesia que soñaba con el mar

 

19.04.11 - 00:09-
 
 
Érase una vez un pueblo portugués situado cerca del Guadiana interior, que soñaba con el mar.
Su iglesia más característica, la de la Magdalena, se constituyó en un homenaje a ese mar lejano y soñado y sus columnas semejaron maromas ascendiendo hacia velas hinchadas por el viento u olas en movimiento. Esa localidad es hoy la española ciudad de Olivenza y su famosa iglesia es la protagonista de un libro de fotografías de José Antonio González Carrillo que conmemora de esta forma los quinientos años del comienzo de las obras del templo.

'Almas da Magdalena' es el título del libro que se presentará esta tarde a las 20 horas en el Convento de San Juan de Dios de Olivenza. El título fue escrito hace mucho tiempo, cuando se cinceló la placa de pizarra que hace siglos se llamaba «censo» y que se fotografía en portada. Esos censos contenían la expresión, «almas da Magdalena» refiriéndose al listado de personas que formaban parte de la parroquia.
 
La foto del censo es una de las 400 (entre un total de 8.000) que González Carrillo ha seleccionado para narrar en imágenes «la magia y la poesía» que destila el famoso templo oliventino. La Iglesia de la Magdalena comenzó a construirse entre los años 1510 y 1512 en estilo manuelino, con rasgos góticos y mudéjares y ha llamado la atención de todos los visitantes por sus famosas columnas trenzadas. Era el tiempo de las grandes conquistas marítimas portuguesas y sus constructores recogieron en este templo el formidable impulso de la nación vecina focalizado en la lucha por el control de los mares.
 
«Este trabajo me ha permitido abrir el mundo de imaginación y amor que tengo hacia Olivenza» -dice el fotógrafo-, que probablemente no hubiera disfrutado más aunque le hubieran abierto las puertas de Notrê Dame de París para hacer fotos. El libro comenzó a gestarse hace año y medio y su elaboración fue complicada porque la documentación en torno a la construcción y desenvolvimiento de la iglesia se encuentra diseminada en numerosas ciudades como Lisboa, Portalegre o Elvas. Las fotos recogen documentos que hablan del día a día de la iglesia, como los relativos a su función como sede del obispado de Ceuta o los más cotidianos libros de bautizos y fallecimientos.
 
El hilo conductor del retrato gráfico de José Antonio González Carrillo se sustenta en la foto de pequeños detalles y objetos relativos tanto a la arquitectura de la Magdalena, como a sus tallas y objetos de culto, al color de la azulejería o a las fotos y documentos que traslucen la influencia que la vida del templo ha tenido en el barrio que lo circunda y en el paisaje urbano general de Olivenza.
 
«No trato de mostrar los documentos de forma erudita, sino que trato de contextualizar con ellos el significado de la Iglesia y conseguir valorarla en los cinco siglos de historia que va a cumplir», dice el autor del libro.
 
Las fotos han eludido los encuadres genéricos y convencionales más habituales, incluyendo las imágenes tópicas de su famosas columnas. Se reproducen también imágenes fotográficas históricas relacionadas con el templo, desde escenas de comuniones a altares de mayo. Este material ha sido utilizable por la generosidad de particulares que lo han puesto a su disposición. También han participado diversos dibujantes que han realizado su propia interpretación de la imagen del templo oliventino.
 
La dirección artística y maquetación del libro ha corrido a cargo de González Carrillo que ha articulado una narración que trasciende los aspectos religiosos del monumento para presentarlo, con su actividad y su poder, como uno de los gestores más importantes del pasado de Olivenza.
 
La publicación cuenta con el apoyo de diversas entidades, fundamentalmente de Aderco (Asociación para el Desarrollo Comarcal de Olivenza) y exigió de González Carrillo una dedicación constante y entregada a la tarea de fotografiar el templo aprovechando los momentos en que éste se encontraba abierto y la colaboración de sus responsables que trataban de facilitarle en todo momento la tarea. Las fotos no son tan sólo el resultado de la mirada de un ojo, dice el fotógrafo, sino «fruto del amor a algo, porque yo llevaba mucho tiempo enamorado de este proyecto. Se trata de una iglesia muy importante para Olivenza ¡y nos ha dado tanto!, no sólo turística sino históricamente... No olvidemos que todos los oliventinos tienen vinculación con la Magdalena por haberse bautizado allí o haber acudido a entierros. ¡Qué menos que hacerle un homenaje cuando cumple 500 años en la forma en que yo, modestamente, pueda con mi trabajo fotográfico o creativo!».
 
http://www.hoy.es/v/20110419/sociedad/iglesia-sonaba-20110419.html
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Música: marinheira
Publicado por AG às 08:44
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Comentário(s):
De olivencalivre a 21 de Abril de 2011 às 18:40
ALOCUÇÃO PROFERIDA PELO AUTOR DO LIVRO "ALMAS DA MADALENA", NO DIA DO
SEU LANÇAMENTO, EM 19 de Abril de 2011, ao entardecer, em Olivença, ne
Igreja do antigo Convento de São João de Deus
( o Autor dirige-se, quase sempre à própria Ugreja da Madalena,
dialogando com ela, interpelando-a)
(Parte 1)

Excelentíssimo Presidente da Câmara de Olivença, excelentíssimas
autoridades, Presidente
da Associação para o Desenvolvimento ("Desarrollo") da Comarca de
Olivença, familiares,
amigos, oliventinos, oliventinas.
Falar de ti [Igreja da Madalena], fica tão estranho, tão perto,
tão confuso, e, ao
mesmo tempo, tão quotidiano, que, sem dar por isso, transformei-me
numa testemunha mais
do teu lento caminhar em qualquer noite de Santa Luzia, em qualquer
longo entardecer dos
dias do fim do mês de Abril.
Parece que estás aí, mas estás tão escondida, que, somente o
efémero entusiasmo da
juventude poderia ser capaz de te descrever com toda a plenitude que
mereces, com todo o
recato de referências que só pode enumerar quem, sob a imposição da
missa diária, soube
escutar os teus silêncios, os teus rogos, as tuas marés cheias (tempos
longos).
Eu também fui um desses rapazinhos que trepou pelas colunas das
tuas portas para
conseguir ver a imensidade do mar, eu também, então um ingénuo como
era, fui várias vezes
às grandes portas boquiabertas pela tua estrutura, a viver a minha
adolescência e, com o
barulho intenso das tuas pombas nos primeiros dias da Primavera, soube
guardar, entre os
teus segredos, os mesmos saberes que os canteiros deixaram entre os
teus blocos de pedra;
os mesmos suspiros com que se expressaram os teus filhos mais
queridos, os oliventinos,
quando disseram adeus aos seus familiares queridos amparados debaixo
da tua abóbada; por
entre cabeçadas que sempre terminaram com o comentário "a igreja
estava cheia".
E não há dúvida que és especial, tal como o enclave em que estás
inserida; nós, os
oliventinos, não falamos simplesmente de ti, nós, os oliventinos,
interpretamos-te,
damos-te um, significado que só cada um de nós, nas consciências das
nossas vivências,
sabemos expressar.
(CONTINUA)
De olivencalivre a 21 de Abril de 2011 às 18:42
CONTINUAÇÃO)
Este que vos fala, não sabe avaliar o sentido do tempo de Santa
Maria da Madalena, a
de Olivença, um tempo que se olha com os braceletes de um relógio que
nunca chegaremos a
contemplar de forma aberta, um tempo que se desvanece no viver do dia
a dia de todos os
que aqui estamos presentes, um tempo que se mede com outro ponteiro
dos segundos, com
outra areia, com a imensidade de números que não sabemos detalhar. O
teu tempo, Madalena,
é um tempo muito diferente do nosso.
O meu ponteiro parou na memória das tuas procissões, na evocação
de Domingos nos quais
as luzes dos teus eternos vitrais se projectavam em sepulturas com
números que ficaram
gravados no meu subconsciente.
O meu ponteiro parou em noites em que os teus altares dourados
reluziam mais do que
nunca, enquanto o frio da rua se tornava cúmplice dessa convivência, e
que só o anónimo
romper sucessivo de auroras quebrou na ainda confusa tempestade de então.
Agora olho para ti com semblante de assombro, exagerando as tuas
proporções, os teus
detalhes, os teus recantos; procurando com o pretexto da minha energia
uma razão que me
anime a continuar a admirar-te.
Mantenho nos meus pensamentos sonhos que, apenas por recordá-los,
fazem com que me
desligue da aborrecida rotina em que a vida nos aprisionou.
Isto faz-me chegar à conclusão de que somos o que recordamos, o
que retemos, o que
conceptualizamos.
Só tu sabes guardar nos recônditos lugares dos teus contrafortes o
lento pulsar de um
povo que reclama em altos gritos poder encher-se de orgulho com a tua
presença, com os
teus enlevos, com a tua complexa simplicidade esmagadora.
Mas o tempo passa, Madalena, e nós não estaremos sempre no local
certo para contemplar
os teus suspiros de amanhecer, as tuas andorinhas de gárgulas
oportunas, a tua lenta
marulhada.
Também não estão já Manuel Gutierrez, Frei Diego da Silva, Josefa
Pereira, António
Montanhez, Juan Gonzalez, Manoel Dias, e tantos e tantos outros que já
não conseguem ouvir
a sua voz.
Madalena, o teu nome encerra o nome de muitos doa que andaram à
tua volta, de muitos a
que já ninguém menciona por não estarem enterrados no teu nobre mármore.
Mas tu, mantém-te sempre em silêncio, - o teu silêncio - , porque
ninguém tem o
direito de te dizer o que representas para cada um dos mortais.
Para mim, humildemente, és a fonte das minhas pretensões, o "alfa"
e o "ómega" de uma
existência igual à de qualquer outro dos teus filhos.
És o canto das sereias que soubeste interpretar, tanto para os
mestres oficiais que
consertaram os teus tectos, como para os entalhadores e mecenas que te
fizeram genial.
O teu canto navega no mar das mediocridades, nas éguas do sublime,
nos oceanos de um
barco chamado ambição.
Nestes tempos, Madalena, completas quinhentos anos, e, como não
podia deixar de ser,
és parte de disputas que ancoraram voracidades na tua fachada
principal, és parte dos
devaneios dos nossos fantasmas, do ir e vir de qualquer dia de
trabalho, na qual a tua
missa das oito justifica a existência das pessoas que, em direcção
contrária, indicam que
se fecharam as tuas portas após um outro dia.
Como compreender a tua volumetria, o teu perfil, a tua
unidade-padrão com o ar
aparatoso da tua inocência, com a tua genialidade contida.
E, depois, o recato imposto, a tranquilidade de uma madrugada de
Inverno, água, chuva,
vento, sonho... ninguém te observa nesse instante, só algum noctívago
ou algum jovem
imprudente. Mas o teu som continua ali: também então te aproximas do
Brasil, também aí
olhas para Ceuta, para Estremoz, para Lisboa, para Setíbal; também
nesse insignificante
embalo se um dia qualquer ´
es sublime, és navegante, és universal.
Quanto daria eu para voltar a encontrar-me contigo no idealismo do
passado, nos teus
sentimentos assumidos, nos teus outros prismas que já ninguém valoriza!
Gostaria tanto de voltar a dialogar contigo como uma criança,
voltar a apreciar o
mármore das tuas escadas desgastadas, o som desafinado do teu órgão...
eternamente "em
reparação!"
Nas tuas paredes está a imensidade, o mapa da nossa vida, a lenta espera do
amadurecimento dos “bem feito".
(CONTINUA)
De olivencalivre a 21 de Abril de 2011 às 18:44
(CONTINUAÇÃO)
Nos teus odores evapora-se o sobressalto das nossas vozes, nos
teus azulejos sente-se
o reencontro dos que se foram, dos que nunca te esqueceram mas que
tiveram de te
abandonar, quem sabe se alcançando uma vida melhor.
Como será quando chegar a minha hora, o último dia em que tenha de
te admirar; como
será quando as épocas se afastem de nós, que pareça que não nos dás
importância?
Levarás então a atmosfera dos teus recantos a qualquer rua silenciosa?
Revelarás os segredos invioláveis de todos aqueles, de todos nós
que te admiramos numa
tarde de tempestades?
Lançarás a âncora para mostrar os teus contornos sempre distintos,
procurando no sonho
da tua navegação o rumo do espontâneo?
Tu, Igreja da Madalena, continuarás sempre aí, - com toda a
segurança ! , porque
continuarás ao teu ritmo, tal como mostraste fazer na primeira vez que
te vim ver...
Então, como nesse dia, reterás as vésperas, as distâncias, a tua
forma de falar,
portuguesa, procurando na tua personalidade o mínimo que foi crescendo.
Terás uma escala marcada por décadas que somarão séculos, uma
medida que só se admira,
compreende, com dimensões erguidas no "etéreo".
E, voltando à minha relação contigo, Madalena, fluirei pelas tuas
ruas estreitas,
siamesas em alguns olhares, porque o decadente também é parte de ti;
apreciando com
sensibilidade a tua Candelária, transformada em luz ténue de Sacrário.
Tal e qual como as tuas grades ferrugentas, mas cheias de vida,
que só se podem
valorizar como algo muito mais importante do que uma obrade arte.
Observar-te-ei no sigilo, na discrição dos teus labirintos,
assinalando sempre o que
em ti descobri.
Diremos então os adjectivos e nomes que condizem contigo, as ruas,
os ceceios, a tua
entoação. Mas também observarei o que tens de calar, as tuas
vergonhas, e, com toda a
probabilidade, como não podes chegar a entender como tu própria foste
pretexto para
súplicas e orações, rogos, cuidados prudentes, lamentos.
Eu venho emprestar-te a voz, que já não é minha, mas sim de todo
um povo, quando
participaram contigo nos raios de luz que assinalaram outras travessias.
Passaram-se tantas coisas em quinhentos anos, que andar por
Olivença sem ti, é como
dar razão ao traçado esquemático das tuas colunas, aos teus infinitos
habitáculos, às
tuas sacristias disfarçadas com portas antigas.
Eu não virei dizer-te, ensinar-te, como se agrupam as coisas, como
devem luzir as tuas
velas, com que flores se devem engalanar os teus altares, porque os
teus detalhes têm a
idade da memória que nunca foi minha.
Eu sempre te agradecerei, Madalena, o que me ensinaste, como
configuraste as minhas
emoções.
Não sereu eu aquele que possuirá a tremenda capacidade de
preservar o teu futuro;
aquela descomunal responsabilidade dos que agora brincam contigo junto
das tuas ruas
laterais e passeios.
Tu bem sabes, Madalena, que os mesmos que nos enaltecem têm-nos um
desprezo igual.
Mas deixa que fique assombrado com as tuas medidas, porque, se
tudo em ti é grande, é
porque a tua sensibilidade se fez luz em todo e qualquer ocaso.
Porque o tempo dói mais por ser mais precioso. Porque simplesmente
és tu convertida em
pedra.
Tal e qual como os teus sinos, indiferentes aos ventos, fazendo
estação de penitência
como um soldado das tuas muralhas contíguas, ano após ano, ardor
depois de ardor.
Serão "os teus" aqueles que te jurem amor perpétuo em prazos cm
prazos cómodos, os
mesmos que receberão os teus olhares, as tuas vontades, o teu prudente
encanto.
Seria irresponsável poder-te descrever dando por bem empregue, por
justificar guerras
aclamadas, por observar-te a partir das ermidas que serviram de
extensões à tua revolta,
emaranhada beleza.
Não só Deus ficou entre os teus muros, as tuas paredes, como
também os que estrearam
trajes de Domingo, os seres que te pronunciaram melhor do que seria de
esperar ao
quererem pôr-se à tua mesma altura das circunstâncias.
Onde ficaram os milhares e milhares de negativos fotográficos que
te eternizaram
durante todos estes anos, detalhe por detalhe, azulejo por detrás de
mármore, união por
detrás de baptismo?
(CONTINUA)
De olivencalivre a 21 de Abril de 2011 às 18:45
(CONT.)
Quem recolheu, captou, como ninguém a entropia dos teus vidros,
vitrais, já retirados
e guardados?
Quem foi a melhor testemunha do caruncho que, com a cumplicidade
da afonia, foi
debilitando o tecido calmamente urdido das tuas prebendas?
Há tanto de ti dividido palas tuas exibições, nos teus lugares,
que só peço poder-te
apreciar com a mesma intensidade com que já o fiz.
"Almas da Ma(g)dalena", as mesmas almas (ânimos) que golpearam as
páginas deste livro
que hoje procura honrar-te, Madalena, que hoje silvam com o vento do
anonimato de
oliventinos que ergueram âncoras. Aqueles que encontraram no teu
respeito a mesma
penitência que marcou os teus interiores mais íntimos.
Continua a dar sentido a parte dos nossos dias, com a desculpa de
um pináculo que
aflora em apelidos já esquecidos; também, na cal de nuvens reflectidas
nas capelas que
extravasaram o teu espaço restrito, nos sonhos dos teus principais
obreiros, aqueles que
nunca "pisaram" o mar, e que também foram os colonizadores de terras
nos verões do
quebrado calor oliventino.
Santa Maria Madalena, pretexto de religiosos que perderam a favor
das multidões o seu
nome na contextura de tempos passados. As tuas ruas estão obrigadas a
perpetuar os seus
nomes, tornando-os tangíveis em placas de esmalte de quatro por dois.
Que falta de
valentia!... diriam aqueles que se lançaram a descobrir outros mundos.
Agora descansa, amiga viajante, mas continua a contar comigo.
Quando os teus despertares não marcarem o nosso caminho,
responde-me então no aumento,
na dilatação das tuas horas. Que não me atormente a culpa de te haver
esquecido.
Logo, logo, se voltará a abrir a tua porta principal, mostrando a
imensidade do teu
ventre feito pão de ouro e pedra viajante.
Chegou o momento, Madalena, tornou-se realidade o sonho da luz
tangível, a longa tarde
venceu a tormenta, e, de novo, fazes tremer o pulso, o sentir do povo
que fala duas
línguas por capricho da vontade dos teus vizinhos.
Continua a mostrar-nos a tua graça, porque sempre te veremos no
caminho, sem querer
desperta-nos do todo. Será o teu rumor (de vozes) o que dará conta da
tua presença.
Quero continuar a dialogar contigo, ainda que já as munhas palavras te soem
extraordinárias ou estranhas. Sempre na escala de notas da tua
arquitectura, das tuas
formas, das minhas saudades ou nostalgias.
Nada perturbará já o sentido da tua existência, dos teus
conventos, dos teus palácios
episcopais transformados em múltiplas vivendas.
Nem sequer te verão mais grandiosa sem um Guia de Viagens, sem um
fim de semana gasto
como um qualquer pretexto.
O sentir das tuas formas vê-se traduzido em eternidade, em quadros
de tábua, que se diluem nos teus caprichos, em bancos de madeira
emparelhados ao extremo.
Continua connosco enquanto os teus lamentos se armazenam, se
resguardam no teu coro, enquanto os sinais de deterioração ameaçam a
tua existência.
Quem diria, Madalena, que ias chegar aos nossos dias imortalizada
em milhares de folhas impressas, por centenas de pincéis com cerdas de
ambígua procedência?
Tu, Madalena, continua em segredo, em sigilo, sem lamentos.
Dando-te graças, agradecimentos eternos por ter-te partilhado com
lágrimas que continuarão a molhar a tua praça. Com o pequeno senão de
que, por muito que se pretenda, se quiera alcançar, sempre se
regressará sem ventura.
Então, recorda-te de mim, e diz-me num sussurro como devo entender
a minha própria vida, com que desculpas me encontrarei com a tua
memória colectiva.
Explica-me como te sabes narrar a ti própria com uma perdida
certidão de nascimento que já não se conserva.
Chegou o teu momento, Madalena, abre aas tuas portas devagar,
muito devagar, mostrando as tuas glórias como as da estação que
principia.
Só me resta dizer-vos. a todos, que, a pouca de
distância de onde são proferidas estas palavras, haveis "aninhado",
interiorizado, parte do sentido da vossa identidade, parte do decorrer
da vossa História, o refluxo voluntário da vossa existência.
[Esse Sentido] Chama-se, e viveu convosco, Igreja oliventina de
Santa Maria Madalena.
Disse. Muito obrigado.

José António González Carrillo
(FIM)

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