Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Além Guadiana em Lisboa: "Precisamos de apoio português"

12.05.2011 13:27

Olivença: Associação 'Além Guadiana' apela a apoio português para manter acesa chama da língua

Lisboa, 12 mai (Lusa) - A associação 'Além Guadiana' apelou hoje a um maior apoio do Estado português e das diversas instituições ligadas à cultura, para "manter acesa a chama" da língua portuguesa em Olivença.

Lisboa, 12 mai (Lusa) - A associação 'Além Guadiana' apelou hoje a um maior apoio do Estado português e das diversas instituições ligadas à cultura, para "manter acesa a chama" da língua portuguesa em Olivença.

 

"Falta apoio português. Não só do Estado, mas também das instituições e dos media. Os meios de comunicação social portugueses deveriam ir a Olivença ver as coisas de outro prisma", afirmou Eduardo Machado, que aproveitou para sublinhar que o 'terreno' da associação "é apenas a cultura".

 

"Queremos tratar as coisas com naturalidade. Respeitamos todas as posições, mas o nosso terreno é a cultura", afirmou, referindo-se às rivalidades e preconceitos ainda existentes e à necessária mudança de mentalidades, sublinhando: "O português em Olivença não é uma língua estrangeira".

 

O responsável falava na primeira iniciativa pública da 'Além Guadiana' em Portugal, que decorreu na Casa do Alentejo, em Lisboa, e serviu não só para fazer um balanço dos três anos de atividades desta associação sem fins lucrativos mas também para apresentar a segunda edição do festival 'Lusofonias', que decorrerá em Olivença nos dias 28 e 29 deste mês.

 

Esta mostra cultural inclui desfiles de gigabombos, leitura pública em português, apresentações de documentários lusófonos e atuações nas áreas da música e teatro.

 

Está igualmente prevista uma exposição permanente de artesanato e gastronomia e uma atuação de alunos de português da escola Francisco Ortiz.

 

No balanço das atividades, o presidente da 'Além Guadiana' enalteceu o trabalho da associação sobretudo com os jovens e sublinhou os resultados obtidos, realçando que a luta que trava é "para que Olivença mantenha o carácter bicultural".

 

Como exemplo da boa resposta às propostas da associação, Joaquim Fuentes apontou os cartazes de informação/sinalização turística, que passaram a incluir também texto escrito em português, e a mudança na toponímia, uma vez que além do nome atual, algumas ruas receberam novas placas a indicar o seu antigo nome, antes daquele território passar a ser tutelado por Espanha.

 

Mostrando uma imagem da igreja da Madalena, em Olivença, Joaquim Fuentes realçou que aquele monumento foi construído com a participação de um arquiteto que esteve igualmente envolvido na empreitada do Mosteiro dos Jerónimos.

 

"É evidente que Portugal está em Olivença", afirmou, apontando para a fotografia da igreja da Madalena.

 

O responsável adiantou ainda que foi feita uma proposta à Junta da Extremadura para que o português de Olivença fosse reconhecido como "de interesse cultural".

 

SO

 

Lusa/fim

 

Fonte:

http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/05/12/olivenca-associacao-alem-guadiana-apela-a-apoio-portugues-para-manter-acesa-chama-da-lingua

Associação 'Além Guadiana' apela a apoio português para manter acesa chama da língua

 

Sexta, 13 Maio 2011 10:24

 

A associação ‘Além Guadiana’ apelou a um maior apoio do Estado português e das diversas instituições ligadas à cultura, para “manter acesa a chama” da língua portuguesa em Olivença.

 

Falta apoio português. Não só do Estado, mas também das instituições e dos media. Os meios de comunicação social portugueses deveriam ir a Olivença ver as coisas de outro prisma”, afirmou Eduardo Machado, que aproveitou para sublinhar que o ‘terreno’ da associação “é apenas a cultura”.

 

Queremos tratar as coisas com naturalidade. Respeitamos todas as posições, mas o nosso terreno é a cultura”, afirmou, referindo-se às rivalidades e preconceitos ainda existentes e à necessária mudança de mentalidades, sublinhando: “O português em Olivença não é uma língua estrangeira”.

 

O responsável falava na primeira iniciativa pública da ‘Além Guadiana’ em Portugal, que decorreu na Casa do Alentejo, em Lisboa, e serviu não só para fazer um balanço dos três anos de atividades desta associação sem fins lucrativos mas também para apresentar a segunda edição do festival ‘Lusofonias’, que decorrerá em Olivença nos dias 28 e 29 deste mês.

 

Esta mostra cultural inclui desfiles de gigabombos, leitura pública em português, apresentações de documentários lusófonos e atuações nas áreas da música e teatro.

 

Está igualmente prevista uma exposição permanente de artesanato e gastronomia e uma atuação de alunos de português da escola Francisco Ortiz.

 

No balanço das atividades, o presidente da ‘Além Guadiana’ enalteceu o trabalho da associação sobretudo com os jovens e sublinhou os resultados obtidos, realçando que a luta que trava é “para que Olivença mantenha o carácter bicultural”.

 

Como exemplo da boa resposta às propostas da associação, Joaquim Fuentes apontou os cartazes de informação/sinalização turística, que passaram a incluir também texto escrito em português, e a mudança na toponímia, uma vez que além do nome atual, algumas ruas receberam novas placas a indicar o seu antigo nome, antes daquele território passar a ser tutelado por Espanha.

 

Mostrando uma imagem da igreja da Madalena, em Olivença, Joaquim Fuentes realçou que aquele monumento foi construído com a participação de um arquiteto que esteve igualmente envolvido na empreitada do Mosteiro dos Jerónimos.

 

É evidente que Portugal está em Olivença”, afirmou, apontando para a fotografia da igreja da Madalena.

 

O responsável adiantou ainda que foi feita uma proposta à Junta da Extremadura para que o português de Olivença fosse reconhecido como “de interesse cultural”.

http://www.diariodosul.com.pt/index.php/transfronteirico/7292

 

 

 

Sentimo-nos: lusófonos
Música: lusófona
Publicado por AG às 16:42
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Comentário(s):
De Joaquim.R.Ferreira a 13 de Maio de 2011 às 17:56
Gostaria de dar a minha opinião sobre este pedido de apoio de uma forma muita positiva.

O apoio não pode ser recusado apesar de nesta altura o País passar por uma recessão.

Os Oliventinos são nossos irmãos e não podemos esquecê-los e deveremos prestar-lhes toda a ajuda que vierem a necessitar de modo a contribuírmos para a grandeza de lusofonia.

Com os sentimentos fraternos, espero que se cumpra o desígnio.
De olivencalivre a 15 de Maio de 2011 às 21:57
OLIVENÇA, ÉS TERRA BONITA!

(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em
que há um mote, e
um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai
reproduzindo cada um
dos versos do mote, pela sua ordem)

OLIVENÇA, ÉS TERRA BONITA

Mote
Olivença, és terra bonita,
quase à beira do Guadiana;
todo aquele que te visita
te vê a alma lusitana.

1
Caminhar pelas tuas ruas
é deliciar-se deveras,
recuando a outras eras,
a memórias que são tuas.
Os sentimentos são gazuas,
mas não para quem te visita,
porque em cada espaço se grita
uma só verdade evidente
que cresce no peito da gente:
OLIVENÇA, ÉS TERRA BONITA!

2
Velhos nichos quase escondidos,
ombreiras de mármore branco,
dão a cada casa um ar franco
com seus rodapés coloridos.
É um regalo "prós" sentidos,
uma rima camoniana,
andar nesta vila soberana
que tanta beleza encerra;
tal a riqueza desta terra
QUASE À BEIRA DO GUADIANA!

3
Var as moradias singelas,
olhar as muralhas altivas,
vislumbrar arcos com ogivas;
percorrer as muitas capelas,
mesmo nas pequenas ruelas
aprender com quem te habita!
Olivença, graça infinita,
cidade de amor verdadeiro,
fazes de ti prisioneiro
TODO AQUELE QUE TE VISITA!

4
Nem te falta uma Catedral
no teu coração palpitante;
surpreendes a cada instante,
tão preciosa como cristal.
Ilustre filha de Portugal,
tua velha malha urbana,
podes crer, a ninguém engana,
pois aquele que te visitar
(e mesmo sem muito progurar)
TE VÊ A ALMA LUSITANA!

Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz, 15 de Maio de 2011
De olivencalivre a 15 de Maio de 2011 às 23:53
OLIVENÇA TEM OLIVEIRAS


(POESIA EM DÉCIMA. Para quem não sabe: estilo de poesia alentejana em
que há um mote, e
um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai
reproduzindo cada um
dos versos do mote, pela sua ordem)

OLIVENÇA TEM OLIVEIRAS


Mote:
Olivença tem oliveiras
mais antigas do que a vila;
quando nasceram as primeiras
a terra era mais tranquila.

1
As árvores que o mundo tem
não são todas da mesma raça,
pois para elas o tempo passa
de forma diferente também:
umas vivem mil, outras nem cem!
Os anos são como bandeiras
nas árvores mais soalheiras.
Não há tronco sem um segredo,
cada terra tem arvoredo:
OLIVENÇA TEM OLIVEIRAS!

2
Oliveiras de longa vida
plantadas no chão de Portugal
há-as de Olivença ao Sabugal,
em cada subida ou descida,
servindo mesmo de guarida.
Representando uma sibila
com os segredos que asila:
oliveiras do Guadiana,
segredos da Era romana,
MAIS ANTIGOS DO QUE A VILA...

3
Dizem que no tempo dos mouros
as oliveiras se quedaram,
e algumas até almejaram
ser amadas como tesouros
e ficar para os vindouros
com os seus pastos em clareiras.
Ainda não havia eiras,
era um tempo mais dolente,
não existia tanta gente,
QUANDO NASCERAM AS PRIMEIRAS.

4
Os cristãos enfim dominaram,
e novos costumes surgiram
nas planícies qu'invadiram,
novos reinos se organizaram.
As oliveiras não faltaram,
e de cal, pedra, e argila,
lá cresceu a sua "pupila".
Olivença ficou Portugal,
e medrou já quando, afinal,
A TERRA ERA MAIS TRANQUILA!


Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz, 15 de Maio de 2011

De PP a 16 de Maio de 2011 às 17:55
Meus caros, se estão aa espera do Estado portuguez, bem podem esperar sentados.
Digam o que precisam, digam o que querem. Entre os que estimam Olivença, em Portugal e Espanha, portuguezes ou espanhóis, tudo se há de arranjar.

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