Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Além Guadiana: quatro anos (2008-2012)

2008-2012

Sentimo-nos: novos
Música: nova
Palavras-chave: , ,
Publicado por AG às 15:03
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Comentário(s):
De PG a 31 de Março de 2012 às 16:36
Parábéns!
http://emportuguezgrande.blogspot.pt/2012/03/parabens-alem-guadiana.html
De olivencalivre a 4 de Abril de 2012 às 13:29
Décima//Táliga (Ruas antigas desta vila que se separou de Olivença em 1850)//TÁLIGA E OS ANTIGOS NOMES DE RUAS

POESIA EM DÉCIMAS

(POESIA EM DÉCIMA: para quem não sabe, estilo de poesia alentejana em que há um Mote e um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai reproduzindo cada um dos versos do Mote, pela sua ordem)

VELHAS RUAS DE TÁLIGA (antiga aldeia de Olivença, vila ORGULHOSAMENTE independente desde 1850)

Mote:
Táliga é vila muito antiga
Com velhas ruas com História:
Falar delas é ser sua amiga,
Pois assim ficam na memória!

1
Terá nascido a povoação
Por um Castelo de Templários,
De cujos restos centenários
Já se perdeu a localização
Por força de muita perturbação!
Mas porque a lembrança o obriga
E do esquecimento é inimiga,
Há na vila a Praça do Castelo (1),
Pois se o seu traçado é singelo
TÁLIGA É VILA MUITO ANTIGA!

2
Atrés da Igreja a Praça(2) havia;
Dela se descia pela Carreira (3)
Que depressa, por ser uma ladeira,
P'ra fora da Vila conduzia
Quem triste dela se despedia!
Rua das Eiras (4), tão notória
Como laje sem divisória
Onde o pão dava os primeiros passos
Nesta Táliga d'antigos laços
COM VELHAS RUAS COM HISTÓRIA!

3
Têm muitos anos outas ruas!
A Rua da Ponte lá estava,
Na Praça Telhada (5) começava;
As portas não tinham 'inda gazuas
E abertas ficavam por luas.
Uma rua "corta"(6) não fadiga,
Numa outra o vento(7) fustiga.
Usar o presente para não esquecer
Destas ruas os nomes a reter.
FALAR DELAS É SER SUA AMIGA!

4
Numa rua havia escadinhas (8),
Noutra uma Pedra (9) a norteava;
mesmo uma pequena ombreava
Com espaços com muitas casinhas
E quintais com algumas vinhas!
Eram os nomes sem vanglória,
Sem enfeites de oratória!
Mas dum povo são parte do seu ser,
Há que lembrá-los para os não perder,
POIS ASSIM FICAM NA MEMÓRIA!

Estremoz, 3 de Abril de 2012
Carlos Eduardo da Cruz Luna

NOTAS:
(1)Plaza del Castillo//(2)Plaza Luis Chamizo//(3)Calle Grande//(4)Calle Heras//(5)Plaza Extremadura//(6)(Corta=Cortada (Calle N.S. Guadalupe)//(7)Calle Hernán Cortés//(8)Escalones (Calle Francisco Pizarro)
(9)Calle Piedra//(10)"Chica"(Calle N.S. Santos)
De olivencalivre a 4 de Abril de 2012 às 16:10
OUTRA DÉCIMA (É A SEGUNDA!!!)//Táliga ( vila que se separou de Olivença em 1850)//MEMÓRIAS DE TÁLIGA



POESIA EM DÉCIMAS

(POESIA EM DÉCIMA: para quem não sabe, estilo de poesia alentejana em que há um Mote e um desenvolvimento em estâncias de dez versos em que o último vai reproduzindo cada um dos versos do Mote, pela sua ordem)

MEMÓRIAS DE TÁLIGA (antiga aldeia de Olivença, vila ORGULHOSAMENTE independente desde 1850)

Mote:
Pedaços doutra forma de viver,
A velha Táliga eu vou cantar;
Não é bonito deixar esquecer
O que outrora era popular!

1
Táliga nasceu de um Castelo
Modesto, mas muito orgulhoso;
Não sabemos se era formoso
Mas tinha de ter algo de belo
Já qu'inda hoje é um libelo!
O lugar onde deveria ser
É um mistério por esclarecer;
Agora há em seu nome uma Praça
Com um casario sem couraça,
PEDAÇOS DOUTRA FORME DE VIVER.

2
O Adro da Igreja domina
Lá no cimo quase tod'a Vila
Que em volta dele se perfila!
Atrás do templo era rotina
Praça haver desde matina!
Tudo isto se deve recordar
Pois, p'ra se saber no mundo estar
O seu passado há que conhecer,
E para a sua origem se saber
A VELHA TÁLIGA VOU CANTAR!

3
Tinha juízes independentes
Qu'aplicavam a sua justiça
Talvez na Igreja, após a Missa,
Pois nessas épocas diferentes
Os Santos tinham d'estar presentes!
Coisas, nomes antigos a reter,
Porque do ar não se pode nascer;
Lá porque uma rua era escura (1),
Esse pormenor não se descura!
NÃO É BONITO DEIXAR ESQUECER!

4
Houve pessoas cuja vidinha
Deixou lá na Vila a sua fama,
Como a velha Maria da Gama (2)
Ou o vetusto Padre Farinha (3)
Qu'às almas dispensava mezinha!
Se em tudo isto se desprezar
O que afinal se deve lembrar,
As Cabanas (4) e Hortos (5) vão morrer,
Acabará por desaparecer
O QUE OUTRORA ERA POPULAR!

Notas: (1)Calle Norte//(2)Calleja Luis Chamizo//(3)Cura del siglo XVIII//(4)Calle Francisco Zurbarán//(5)Calle Huertas.

Estremoz, 4 de Abril de 2012
Carlos Eduardo da Cruz Luna
De olivencalivre a 25 de Abril de 2012 às 14:42
HOMENAGEM AO 25 de ABRIL (QUE ME PERDOEM OS MAIS CONSERVADORES...)
HOMENAGEM AOS IDEAIS DE MIGUEL PORTAS............................................................................AUTO RETRATO COLETIVO

Não somos os pacíficos contemporizadores,
que falam só de flores em cada esquina,
nem somos os ferozes extreminadores
que tudo resolvem com fúria assassina

Somos a massa de ingénuos lutadores
que recusam a desigualdade como sina!
Somos em consciência os defensores
de uma Revolução que nunca termina!!!

Somos aqueles para quem não há Paz
enquanto houver quem sabe quantos mil
a lamentar o que a vida lhes traz!

Somos a voz sempre pura e infantil
que acredita que de tudo se é capaz
à sombra da doce violência de Abril

Estremoz, 1978
Carlos Eduardo da Cruz Luna
De olivencalivre a 29 de Abril de 2012 às 22:39
ALGUNS ERROS NA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO EM OLIVENÇA (PARTE FINAL DO TEXTO)


BLOG: MOISÉS CAYETANO ROSADO
ENLACE: HTTP://MOISESCAYETANOROSADO.BLOGSPOT.COM/2012/04/ATENTADOS-INSTITUCIONALES-CONTRA-EL.HTML

ALGUNS ERROS NA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO EM OLIVENÇA (PARTE FINAL DO TEXTO

DOMINGO 29 DE ABRIL DE 2012


ATENTADOS INSTITUCIONALES CONTRA EL PATRIMONIO ARTÍSTICO MONUMENTAL



[Albuquerque](........)perturbación de la estética y del significado histórico y artístico del monumento, uno de los mejores en su estilo del mundo: condenado en los tribunales de justicia y pendiente de demolición... "sine die".



Otra garita "colgada", con el Baluarte de la Cuerna al fondo. Olivenza.


Olivenza tampoco está libre de un atentado sobre su patrimonio monumental, que no se queda corto. Menos conocido, por no estar a la vista pública, tuvimos ayer ocasión d e tomar cuenta de él, y comprobar hasta que punto en los momentos actuales se sigue actuando de forma incomprensible, destructora, irreversible. Así, en el Baluarte de San Juan de Dios, en cuyo interior tenemos el Convento de donde toma el nombre, y cuyos monjes atendían a los soldados heridos en las sucesivas contiendas, se le ocurrió -¡también a la Junta de Extremadura!- una "ida brillante": hacer una Hospedería.


Vaciado del Baluarte de San Juan de Dios, Olivenza, con "Caballero" destrozado
Ya el edicio había sido readaptado en otros momentos para cuartel de carabineros y de la Guardia Civil, siendo más recientemente sede de la Escuela de Teatro y Danza de Extremadura, hasta 2008, en que ésta se trasladó. Fue el momento de... ¡vaciar la tierra del baluarte, desde las paredes del convento hasta la misma escarpa, dejando a ésta "indefensa" del aterramiento que le da su justificación y solidez. Así, han quedado "colgadas" en el aire hacia dentro las garitas; desprotegido de tierra de sostenimiento el Caballero (obra elevada dentro del baluarte para protección y dominio bélico; único en todo el conjunto oliventino), que al poco tiempo se ha derruido en gran parte; creado un horroroso hueco, donde finalmente irán a parar los muros cuando las inclemencias del tiempo les ataquen...

Como "estamos en crisis", las obras de la Hospedería han sido paralizadas. Y el abandono del baluarte, del convento, de todas las instalaciones interiores, es absoluto (han sido robadas en diversas ocasiones, llevándose hasta quicios de puertas, rotos cristales reforzados, etc.).

En fin, este es el "punto negro" en un esfuerzo rehabilitador que muchos, muchas veces, hemos alabado. Pero lo es de unas dimensiones gigantescas, y algo incomprensible en estos tiempos, tras tanta experiencia en cuestiones de patrimonio monumental acumulada, tras tanta conciencia popular creada sobre el mismo. ¡Cosas de autoridades para las que el cargo es un arma peligrosa, que disparan contrar los bienes que tienen el deber de respetar y valorar!

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