Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Olivença recupera a Padeirinha

Olivença recupera a Padeirinha
 
Na passada Sexta-feira Santa, na procissão do Santo Enterro, a confraria do Senhor dos Passos, padroeiro de Olivença, recuperava a Padeirinha, tradição religiosa perdida há décadas.

Promoção da procissão do Santo Enterro de 2010 em Ribafria (Alenquer)

A Padeirinha (ou o canto da Verónica) é muito antiga. Nela, uma jovem, vestida de negro, com uma touca branca e adornada para a ocasião, entoa durante o Santo Enterro um cantar em latim extraído do Livro das lamentações do profeta Jeremias (O uos omnes qui transitis per uiam...) enquanto desdobra um pano com a imagem de Cristo. Esta é a última tradição oliventina recuperada (depois do Arrojão, que representa as roupas rasgadas de Cristo durante a crucificação).

 

Olivenza recupera la "Padeirinha"
 
El pasado Viernes Santo, en la procesión del Santo Entierro, la cofradía del Señor de los Pasos, patrono de Olivenza, recuperaba la "Padeirinha", tradición religiosa perdida hace varias décadas. La "Padeirinha" (o el canto de la Verónica) es muy antigua. En ella, una joven, vestida de negro, con una toca blanca y engalanada para la ocasión, entona durante el Santo Entierro un canto en latín extraído del Libro de las lamentaciones del profeta Jeremías (O uos omnes qui transitis per uiam...) mientra despliega una tela con la imagen de Cristo. Esta es la última tradición oliventina recuperada (después del "Arrojão", que representa las vestiduras rasgadas de Cristo durante la crucifixión).

 

Mais:

http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/search?q=padeirinha&Submit=OK

 

Sentimo-nos: lamentados
Música: lamentada
Publicado por AG às 09:05
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Comentário(s):
De olivencalivre a 20 de Abril de 2012 às 22:11
REFEÊNCIA AO "ALÉM GUADIANA"
Jornal semanário SOL (Jornal de grande tiragem; rival do "Expresso"), 20 de Abril de 2012
(Página 35)
(Fotagrafia com a nova ponte da Ajuda, no Guadian, com a legenda:"Porquê ignorar o caso de Olivença?"

MALVINAS, GIBRALTAR E OLIVENÇA
Parece que abriu a época das reivindicações históricas/territoriais. Logo em 30 de Janeiro de 2012, a Espanha reafirmava as suas pretensões a Gibraltar, afirmando responsáveis políticos do atual Governo que não seriam tão... digamos...benévolos... como o anterior executivo PSOE de Zapatero. Numa frase, "Gibraltar é Espanha!».
Entretanto, e num grau mais acentuado, responsáveis argentinos insurgiam-se contra intentos britânicos em torno das Malvinas, e reafirmavam que as Malvinas eram território argentino usurpado. Em declarações a um periódico (2 de Fevereiro de 2012), o antigo Primeiro-Ministro argentino, Alberto Fernández, proferiu algumas declarações que talvez mereçam alguma meditação... nomeadamente em Portugal. Por exemplo, reafirmou que « A Argentina nunca deixou de reclamar a soberania das ilhas.». E acrescentou que « As Malvinas são um caso de usurpação internacional, e o facto de os usurpadores estarem há muito tempo num sítio não lhes dá direitos».
Os seus argumentos sobre a vontade dos autóctones é incisivo: « os autóctones das Malvinas não são tão autóctones como isso:são pessoas que os ingleses foram levando desde 1833, data da usurpação, até agora; obviamente, se usurpo uma casa, duas ou três gerações depois os meus descendentes vão dizer que a casa é deles; não é um bom argumento: é quase ingénuo. (...) »
Agora, em 2 de Abril de 2012, jornais há que dedicam uma, duas, e até mais páginas ao aniversário da ocupação argentina das Malvinas em 2 de 1982, não se esquecendo de dizer que a sua recuperação pelos britânicos em Junho não resolvei o litígio, antes o agravou!!
Afinal, o tom e a argumentação argentinos aproximam-se das posições espanholas sobre Gibraltar.
O que causa um certo espanto não são estas reivindicações, mas sim a cobertura que órgãos de imprensa portugueses lhes dão, em contraste com as parcas notícias sobre outra problemática! E isso é quase chocante.
Refiro-me à Questão de Olivença. Território que, a nível oficial, é português. Mas de que pouco se fala. Por uma estranha lógica(?), parece achar-se normal que Espanha reivindique Gibraltar, que a Argentina reivindique as Malvinas, que se usem e divulguem todos os argumentos possíveis e imaginários, mas que se ignore Olivença. Estaremos perante uma discriminação contras Portugal? Partir se á do princípio de que Portugal é um caso diferente e que, ao contrário dos outros países, lhe fica mal afirmar as suas reivindicações... ainda que sempre, e naturalmente, de forma pacífica.
Já nem se pedia que fosse divulgada uma reivindicação. Mas, ao menos, que se falasse do renascimento da Cultura portuguesa no local, e da atividade, meramente cultural também, de um grupo local, o Além Guadiana, que luta pela Cultura e História portuguesas em Olivença, mantendo-se naturalmente afastado das polémicas sobre a soberania.
Parece que a Cultura portuguesa só interesse se renasce em lugares exóticos. Em Malaca, em Goa, em Macau. O que leva tantos dos nossos inteletuais e jornalistas a agir assim?
Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz

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