Quarta-feira, 18 de Julho de 2012

Queremos salvaguardar o português oliventino

O português oliventino será salvaguardado

 

No passado 16 de julho de 2012, foi assinada, na Sala de Sessões da Câmara Municipal, a Convenção Quadro de Colaboração entre a Câmara Municipal de Olivença e a Associação Cultural Além Guadiana, para a Recuperação e Compilação do Português Oliventino.

 

Esta Convenção tem como objetivo contribuir para valorizar o património linguístico de Olivença e consiste na criação de um amplo banco de dados sonoro recolhido a falantes de português deste concelho.

 

A iniciativa permitirá salvaguardar um singular legado que a enriquece culturalmente, e a compilação constituirá uma valiosa fonte para estudos propriamente linguísticos, mas também sociológicos ou etnográficos, com fins didáticos ou culturais, entre outros.

 

Falado ininterrompidamente desde a Idade Média até hoje, o português já só é língua materna nas camadas mais idosas de Olivença e das aldeias, como São Jorge da Lor e São Bento da Contenda, e já está em risco de desaparição, o que faz especialmente necessária a recolha e preservação, em suporte sonoro, desta variedade dialetal.

 

Este trabalho compilatório será realizado pelo Além Guadiana, em colaboração com a Universidade da Estremadura e conforme o ordenamento, procedimentos e critérios dela.

 

Esta convenção já assinada é uma atividade enquadrada no projeto Circuito Turístico por Terras Raianas 0336_CTPRT_4_E, dentro da Iniciativa Comunitária POCTEP, e cofinanciada com fundos FEDER.

 

 

 

ECOS:

Língua - Português oliventino vai ser salvaguardado em registo sonoro

Contribuir para valorizar o património linguístico de Olivença, na Estremadura espanhola, e a criação de um banco de dados sonoros recolhido junto dos falantes do português oliventino são os principais objectivos da Convenção Quadro de Colaboração. O documento assinado entre o município de Olivença e a associação Além Guadiana visa preservar no futuro um subdialecto falado há séculos, hoje em vias de extinção.

Café Portugal; Foto: Associação Além Guadiana | quinta-feira, 19 de Julho de 2012


A Convenção, assinada a 16 de Julho na sala de sessões da Câmara Municipal de Olivença, permitirá, de acordo com a associação Além Guadiana, salvaguardar em registo sonoro junto dos falantes da região um «singular legado que enriquece a língua culturalmente».

A associação sublinha que a Convenção justifica-se tendo em conta que o «português [oliventino], um subdialecto falado ininterruptamente desde a Idade Média até hoje, já só é língua materna nas camadas mais idosas de Olivença e nas aldeias, como São Jorge da Lor e São Bento da Contenda».

Este trabalho de campo compilatório será realizado pela Além Guadiana em colaboração com a Universidade da Estremadura. Um levantamento que «constituirá uma valiosa fonte para estudos linguísticos, mas também sociológicos ou etnográficos, com fins didácticos ou culturais, entre outros», explica a associação em comunicado.

Recorde-se que o português oliventino ou português de Olivença é falado há séculos em Olivença e em Táliga. A região oliventina foi, até a década de 1940, bilingue, com maioria lusófona. Todavia, a geração da época começou a usar com os filhos o espanhol. No século XXI, o português oliventino quase desapareceu completamente. O português estuda-se actualmente na escola, mas como língua estrangeira.

A Além Guadiana foi criada a 14 de Março de 2008 por um grupo de cidadãos oliventinos com objectivos culturais. Entre os objectivos que se propõe cumprir estão: a promoção da língua e cultura lusófonas e contribuir para que não se perca a memória portuguesa em Olivença, bem como o património com cunho nacional.

O âmbito da associação incide nos concelhos de Olivença (que inclui as aldeias de São Jorge da Lor, São Bento da Contenda, Vila Real, São Domingos de Gusmão, São Rafael e São Francisco de Olivença) e Táliga, pertencentes a Portugal até 1801 e último território a incorporar-se na administração espanhola.

A Convenção, agora assinada, está enquadrada no âmbito do projecto «Circuito Turístico por Terras Raianas» e é co-financiada por fundos europeus.

Portugués oliventino en conserva

NOTICIA DE LAURA GONZÁLEZ ANDRADE23/07/2012
Portugués oliventino en conserva

Representantes de Além Guadiana, Joaquín Fuentes y Eduardo Naharro, con un luso-hablante, Clemente Heredero

 

La asociación Além Guadiana elaborará un banco de datos sonoro con relatos de los luso-hablantes.

 

«Olivenza es un tesoro. No hay un lugar en la península ibérica que tenga la historia y las particularidades de la localidad, que cuenta con un pasado compartido que es necesario proyectar al futuro» comenta Joaquín Fuentes Becerra, el presidente de la asociación cultural Além Guadiana.

 

El portugués es una de las lenguas propias de la villa, que aún hoy es hablada por los mayores y ha sido utilizada sin interrupción desde la Edad Media. Sin embargo, esa lengua materna, la memoria de muchos oliventinos, tiene fecha de caducidad. En la actualidad, los luso-hablantes cuentan con más de 60 años.

 

Por ello, para que Olivenza, a la que hace singular esa dualidad cultural, se convierta en punta de lanza en políticas de fomento de la lengua portuguesa, y para que ese patrimonio intangible perdure en el tiempo, desde Além Guadiana se ha rubricado un convenio marco de colaboración con la Universidad de Extremadura y el Ayuntamiento de Olivenza.

 

Con ello se pretende que las generaciones venideras tengan acceso al portugués oliventino en un futuro, al tiempo que se incremente el valor cultural y patrimonial de la localidad.

 

Entre las acciones que se llevarán a cabo destaca la elaboración de un banco de datos sonoro que posibilite la recopilación del portugués. El objetivo, que éste pueda ser salvaguardado para evitar su desaparición con las personas que aún hoy lo practican.

 

Desde la asociación consideran necesario que la gente adquiera conciencia del valor que tiene la lengua portuguesa en la localidad, por lo que es «urgente y necesaria» su recuperación.

 

Para conseguirlo, se elaborará un banco de datos sonoro creado a partir de los relatos de los últimos luso-hablantes, generalmente personas mayores de 65 años, de sexo femenino y que mantengan la mejor conservación de su dentadura, que puedan aportar sus vivencias, refranes, canciones u oraciones.

 

Além Guadiana solicita a los vecinos de Olivenza y de sus aldeas, así como a aquellos que vivieron en la localidad y por algún motivo tuvieron que salir fuera de ella, a que abran sus puertas para ofrecer relatos de vivencias antiguas y cuestiones sociológicas de inicio de siglo, para ayudar a formar una historia reciente de la localidad. La investigación comenzará en el mes de agosto.

 

En fase posterior, se realizará un estudio lingüístico con transcripciones fonéticas con el fin de obtener los rasgos distintivos del portuges oliventino, teniendo en cuenta la influencia de la castellanización, y a continuación, la asociación prevé editar una publicación que recogerá los relatos, para facilitar su acceso a la población.

 

El trabajo será realizado por Eduardo Naharro, vocal de Além Guadiana. La firma de este convenio está enmarcada en el proyecto Circuito Turístico Por Tierras Rayanas que se encuentra encuadrado dentro de la Iniciativa Comunitaria POCTEP y cofinanciado por fondos FEDER, y cuenta con una ayuda de 6.600 euros para sufragar gastos de material y publicaciones.


http://www.hoyolivenza.es/actualidad/2012-07-23/portugues-oliventino-conserva-0023.html




Região
Português oliventino será acautelado
19/07/2012, 16:09
Assinatura da Convenção Quadro de Colaboração, entre o Aiuntamiento de Olivença e a Associação Cultural Além Guadiana, para a Recuperação e Compilação do Português Oliventino

Decorreu, na passada segunda-feira, 16 de Julho, na Sala de Sessões do Aiuntamiento a assinatura da Convenção Quadro de Colaboração, entre o Aiuntamiento de Olivença e a Associação Cultural Além Guadiana, para a Recuperação e Compilação do Português Oliventino.


O objectivo desta convenção visa contribuir para a valorização do património linguístico de Olivença e consiste na criação de um banco de dados, sonoro, recolhido dos falantes de português do concelho.

 

O trabalho de compilação estará a cargo da Além Guadiana em colaboração com a Universidade da Estremadura.

 

A convenção, agora assinada, é uma actividade co-financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e enquadra-se no projecto Circuito Turístico por Terras Raianas incluído na Iniciativa Comunitária POCTEP - Programa de Cooperação Transfronteiriço Portugal-Espanha.


http://www.linhasdeelvas.net/pagina/edicao/4/17/noticia/11352


ENTREVISTA AO NOSSO PRESIDENTE, NESTE DOMINGO, NO CANAL EXTREMADURA RADIO:
dia 22 de julho de 2012, no programa "LUSITANIA EXPRESS"
(das 11.05 ao meio-dia espanhol):
Também foi entrevistado há poucos dias na Radio Interior: http://www.radiointerior.es/index.php?op=noticia&id=25559

E UMA COMPILAÇÃO DE BOAS NOTÍCIAS DE OLIVENÇA NO "CAFÉ PORTUGAL":

http://www.cafeportugal.net/pages/dossier_artigo.aspx?id=5077

Sentimo-nos: portugueses oliventinos
Música: portuguesa oliventina
Publicado por AG às 14:19
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Comentário(s):
De olivencalivre a 22 de Julho de 2012 às 15:00
REAÇÃO DE UM PROFESSOR UNIVERSITÁRIO BRASILEIRO DE RENOME (COMO É UMA MENSAGEM PARTICULAR, VAI AQUI SEM IDENTIFICAÇÃO...QUE POSSO FORNECER PARTICULARMENTE.....)

RECUPERAR OS CACOS QUEBRADOS DE UM GRANDE MONUMENTO
SEM ESQUECER O GENOCÍDIO LINGUÍSTICO DE OLIVENÇA

Sim, caro Luna, é uma boa notícia (a salvaguarda do Português oliventino].
Que seja para valer.
Permitam-me fazer algumas observações e dar alguma opiniões.
No entanto é preciso que se estude o passado trágico da Língua Portuguesa em Olivença.
Que sejam homenageados todos os Portugueses que deram a vida pelo direito de preservar
a sua língua Portuguesa, como meio regular de comunicação e ainda o direito de a ensinar aos seus filhos.
Este direito foi reiteradamente negado e rigorosamente punido pelos que teimavam em negar um direito
inalienável. A guerra linguística não foi menos violenta do que a guerra das armas.
Sim meu caro, temos muitos mártires da Língua Portuguesa, em Olivença. Que estes sejam lembrados e honrados.
Que sejam feitas pesquisas entre os familiares, para saber o que resta de memória destes fatos.
Os crimes contra a Língua Portuguesa e contra os seus cidadãos vêem desde o início do século XIX, logo após
a criminosa invazão castelhano. Estamos efetivamente diante de um genocídio Linguístico. O Povo de Olivença precisa saber disto. Portugal também. E o Mundo não pode ignorar estes fatos a serem rigorosamente pesquisados e
documentados. Isto seria fazer um mínimo de justiça aos Oliventinos e a Portugal, que tão pouco fez por seus irmão, até hoje.
Lembro que nos últimos sessenta anos, as pressões para extirpar e extinguir e matar a Língua Portuguesa em Olivença
foi algo a ser historiado e lembrado. O genocídio da Língua Portuguesa em Olivença não se perdeu na noite dos tempo não. É uma questão que veio até nossos dias. Só não encontra dados para pesquisar quem não quiser descobrir
a verdade em toda a sua realidade trágica e criminosa.
Recuperem efetivamente o viva Lígua Portuguesa em Olivença. Não façam dela apenas uma gloriosa peça de Museu.
A notícia somente será muito boa se o Língua Portuguesa de Olivença for salvaguardada na prática diária.
Que volte a ser ouvida nas ruas, nos mercados, nas empresas, nas escolas e nas igrejas, com o tradicional orgulho lusófono da briosa gente oliventina. Que seja facultado aos falantes do Português acesso a cargos públicos, com apenas fluência em língua portuguesa. Que não se faça como ocorre na Galiza, onde o Galego não é aceito como língua da Espanha para acesso a cargos públicos, segundo me consta.
Que os mártires da Língua sejam honrados e homenageados em cerimónias festivas e em nomes de ruas e escolas.
Devo acrescentar que o grupo Além Guadiana está de parabéns e muito orgulha Olivença e a nação Portuguesa.
O Além Guadiana já merece uma estátua no coração do povo português.
O Prof. Agostinho da Silva também merece ser lembrado.
O Além Guadiana demonstra o que todos sabemos: "O Povo é quem mais sabe". A nação é o povo e não os políticos
que a governam. Que o trabalho do Além Guadiana seja reconhecido nacionalmente é um imperativo moral.
Bem hajam.
Saudações lusófonas de
JJP
Professor de Línguística e Semiótica, aposentado da Universidade de São Paulo- Brasil
De Joaquim a 23 de Julho de 2012 às 19:16
É positivo a declaração desta pessoa e só é pena ela vir de fora. Contudo ela traz muita força de alma.
Com a formação da CPLP, toda a comunidade tem o dever e o direito de intervir e fazer pressão para que a espanha castelhana, imperialista e colonialista, cumpra a responsabilidade da sua assinatura aposta no documento através do qual eles espanhóis se obrigaram a entregar Olivença a Portugal e até hoja está por cumprir o compromisso assumido e não honrado ainda.
Viva Olivença e o seu povo valoroso.
De olivencalivre a 29 de Julho de 2012 às 22:33
MARCELO REBELO DE SOUSA NOS COMENTÁRIOS NA TVI (o programa mais visto em Portugal): (NOTAS FINAIS) 29 de Julho de 2012, às 21:25« Notas finais... só duas... uma para a Câmara Municipal de Olivença que assinou um acordo com a Associação "Além Guadiana" para a preservação do Português em Olivença... e outra (...)»
De movimentoautonomiaolivenza a 3 de Agosto de 2012 às 12:32
É muito importante preservar o português oliventino como lingua nacional em Olivença, de utilização normal na administração, na Rádio Local e no sítio do Municipio. Sem isso o bilinguismo oficial que todos pretendemos em Olivença não existirá. Compete aos portugueses oliventinos e aos seus lideres implementar os seus direitos no âmbito da União Europeia.
Rafael Pereira

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