Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

Feliz Natal e Ano Novo MMXIV (2014)!

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO (2014)!

MMXIV
Sentimo-nos: abraçados
Música: nova
Publicado por AG às 21:20
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Comentário(s):
De olivencalivre a 24 de Dezembro de 2013 às 18:43
NATAL ALENTEJANO(PARTE 1)

O NATAL DE ANTIGAMENTE EM OLIVENÇA (antes de 1840, mais ou menos; sabe-se que, no século XX, nomeadamente na juventude do autor do texto, ainda se fazia muita coisa da forma descrita)

Retirado do livro de Ventura Ledesma Abrantes (oliventino, 1883-1956), "O PATRIMÓNIO DA SERENÍSSIMA CASA DE BRAGANÇA EM OLIVENÇA", Lisboa, 1954

Quando se aproximava a «Noite do Menino» ou do Natal, com sonhadora e doce poesia pastoril, aquela gente, fechada nos velhos muros das muralhas dionisinas ou manuelinas da vila, vivia a alegria infantil que inundava a alma de toda a população, lembrando-lhe os que partiam em busca do novo mundo, pela velha Porta de Santa Quitéria ou Conceição [caminho de Badajoz], mais tarde chamada «Porta Nova», enquanto outros emigravam da prisão, saltado o Guadiana...

Ninguém comia sozinho nessa noite de amor, por mais só que fosse no mundo da sua desventura [NOTA:antigamente, havia todos os anos consoada na Santa Casa onde, depois da missa, se celebrava a "cêa da mêa nôte," conforme se vê nos livros de assentos da mesma e o afirma Sebastião Rodrigues, amigo pessoal do provedor Lopo da Gama Lobo; FIM DE NOTA] , todos se juntavam em volta da mesa e os serviçais faziam roda entre si, para não estarem isolados uns dos outros, como se fosse uma cadeia de ternura que os juntasse nessa noite de consoada.

Os alguidares estavam repletos de pitéus saborosos, cujos temperos exalavam aromas e, quando o lume apertava na sua cozedura, o apetite saltava como se todos fossem gastrónomos que só viviam para comer essas maravilhas, feitas e realizadas pelas mães e filhas do nosso ALENTEJO, desde o bolo pôdre ao pinhonate em que a água-mel fazia mais doces as massas doiradas das farinhas.

Todo o santo dia as mulheres passavam as horas na cozinha e dentro das casas havia um perfume que fazia apetite e água na boca ao passar-se diante do portal de qualquer casa da rua mais pobre!

A ceia era alegre e em volta da mesa, coberta de alvas toalhas de linho que anualmente se usavam nestas festividades, o dono da casa, com o direito de chefe, benzia os pratos e dava começo ao jantar, cuja ementa tinha muitas variedades, desde a sopa aromatizada de hortelã até à carne assada de vaca ou de porco, das matanças recentes. Vivia-se em alegria, graças a Deus.

(CONTINUA)
De olivencalivre a 24 de Dezembro de 2013 às 18:44
PARTE 2/CONCLUSÃO
As visitas, que se juntavam à roda da mesa, aguardavam o seu momento e, ao terminar, tudo ia para a sala onde continuava o repasto: saboreavam-se os bolos de mel, de ovos, de massa folhada e o chamado massapão, «toma tu», cortado em fatias com aroma a erva-doce; e, para desenjoar, bebiam-se vinhos generosos que punham os rostos vermelhos como pimentos rubros e davam alegria aos olhos.

O café e o copinho de aguardente tomavam-se junto da lareira; nos corredores cantavam e dançavam os pares, enquanto outros contavam anedotas e se descobriam noivados.

A alegria parecia não ter fim, as azinheiras em brasa consumiam-se lentamente, em louvor do Menino Jesus e não havia garganta que ficasse muda ante a alegria do nascimento do Redentor!

A guitarra, o harmónio, os ferrinhos e o azabumba ressoavam em melopeias da Idade Média; e quando a madrugada se aproximava, alguém deitava uns goles de água sobre as brasas e tudo acabava porque o Menino Jesus fizera... uma graça!

Trocavam-se as despedidas, aconchegavam-se os grossos abafos, os homens embrulhavam-se nos chales-mantas (xailes-mantas?) ou nos casacões forrados de pele de borrego e os criados levavam uma lanterna dependurada num chuço, abrindo passo aos patrões que, voltando para casa, iam continuar a «Noite do Menino» nos ARRANJOS DAS SURPRESAS PARA OS FILHOS.

NA MANHÃ SEGUINTE, em todas as casas era enorme a alegria. A pequenada assaltava as lareiras EM BUSCA DAS PRENDAS, abria as janelas das sacadas, rebuscava os baixos da cama e EM TODA A PARTE HAVIA UMA LEMBRANÇA DE JESUS QUE SUAS ALMAS PURAS DE ARMINHO AGRADECIAM, mostrando aos progenitores a alegria da sua ventura [NOTA: em Olivença, as prendas de Natal eram, pois, dadas na noite de 24 para 25 de Dezembro, E NÃO NO DIA DE REIS; FIM DE NOTA]!

Estas notas pálidas e sem fulgor de valia, recolhidas ligeiramente, servem apenas para mostrar que, em 1840, era assim que se educava e divulgava a fé dos homens e a paz de Deus no velho e portuguesíssimo burgo de Olivença.

Divulgado em Dezembro de 2013 na revista/jornal do GAO

O NATAL DE ANTIGAMENTE EM OLIVENÇA (antes de 1840, mais ou menos)

Retirado do livro de Ventura Ledesma Abrantes (oliventino, 1883-1956), "O PATRIMÓNIO DA SERENÍSSIMA CASA DE BRAGANÇA EM OLIVENÇA", Lisboa, 1954

De olivencalivre a 25 de Dezembro de 2013 às 17:14
SONETO:NATAL ANTIGO EM OLIVENÇA

É noite de Natal em Olivença,
é tempo de festa e d'alegria;
é tempo de lembrar a nascença
de Deus-menino numa noite fria!

Oliventinos d'outrora, a crença
em Jesus, filho da Virgem Maria,
os levava a uma recompensa
dar a cada criança nesse dia!

Era assim que se cumpria a tradição
que quase desde sempre se usava,
pois eram lusos os costumes d'então!

Quem quis isto destruir, não contava
que há escondidos m cada coração
sentimentos que o tempo nunca lava!

Estremoz, 25 de Dezembro de 2013
Carlos Eduardo da Cruz Luna
De AG a 26 de Dezembro de 2013 às 16:13
Mas as prendas eram do Menino Jesus, e não de uma personagem que nada tem a ver com o evangelho e que veio como influência longínqua. Eu prefiro as Suas Majestades os Reis Magos do Oriente (da tradição católica), que são os únicos reis verdadeiros do planeta, antes que essas personagens alheias a nós. FELIZ NATAL.
De olivencalivre a 26 de Dezembro de 2013 às 22:10
SONETO:AI, OLIVENÇA

Olivença, amando-te te versejo
escrevendo com paixão poesias,
esperando que com o meu desejo
sobre ti nasçam novas melodias!

Não sei se a muito mais eu almejo,
mas creio que é com alegorias
como as muitas com que te cotejo
que te prestarão justas honrarias!

Olivença, dizem que eu sou louco
por fazer sobre ti tanto soneto
e que até sem querer te apouco...

Ai, Olivença, só me comprometo
a fazer melhor, pois 'inda fiz pouco!
Tens em ti o teu próprio libreto!

Estremoz, 26 de Dezembro de 2013
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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