Sábado, 16 de Agosto de 2008

O português também é bonito

Este título devo-o a Antoniu Garrido/Garridu/Garriu, o traductor de Le petit prince pra o estremenho (El prencipinu). Disse que era uma coisa que tinha que estári posta em cartazes da Câmara na vila. Bem, ele dizia "lindo", mas nós dizemos com mais frequência "bonito".

-Mas, como pode sêri, compadres?

Em Olivença estamos habituados de sempre a vêri tudo em espanhóli, só em espanhóli. Agora, poro turismo e poro que fôri, também há algumas palavrinhas escritas noutras línguas. Na foto falta ao menos uma delas: o português, que é nosso.

-Atã nã está bonito, compadres? O português também é bonito!

E há oliventinos que, apesar de tudo, inda se lembram dos nomes das ruas em português.

 

M. S.

Sentimo-nos: Surpreendidos,tristes
Publicado por AG às 16:33
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Comentário(s):
De olivencalivre a 23 de Agosto de 2008 às 13:02
Jornal de Notícias, 23 de Agosto de 2008 (POEMA)
Data: Sat, 23 Aug 2008 12:22:16 +0100 [12:22:16 WEST]
De: carlosluna@iol.pt
FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA


Homenagem a João Vicente da Fonseca, oliventino, frade dominicano, Arcebispo de Goa,
governador da Índia, mandado envenenar por quadros portugueses corruptos no navio de
regresso a Lisboa em 1587, falecendo ao largo da costa africana


A alentejana Olivença viu nascer
da Fonseca, frade João Vicente,
qu´o destino faria um dia morrer
entre Ásia e África, remota gente.

Foi Frei Dominicano ao crescer
e com tal hábito viveu contente;
procurou os judeus converter,
seguiu o rei no deserto ardente.

De Alcácer-Quibir veio p´ra Lisboa,
recebido já em clima de louvor,
e feito foi Arcebispo de Goa.

Da Índia se tornou Governador.
Má hora, qu´a inveja não perdoa,
e envenenado morreu num estertor...

Estremoz, 19 de Junho de 2008
Carlos Luna

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
NOTA INFORMATIVA QUE, CLARO; NÃO SAÍU NO JORNAL !!!!
MAIS UMA PERSONAGEM DA HISTÓRIA DE OLIVENÇA: FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA
MAIS O RESULTADO DE UMA INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA: UM ALENTEJANO, DE OLIVENÇA, ARCEBISPO DE
GOA: FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA (15??-1587)
UM ALENTEJANO, DE OLIVENÇA, ARCEBISPO DE GOA:
FREI JOÃO VICENTE DA FONSECA (15??-1587)
Não é fácil falar de uma figura da História de que se sabe pouco. Como, todavia, foi
importante, convém tentar fazer o melhor possível.
Frei João Vicente da Fonseca, ou simplesmente Frei Vicente da Fonseca, nasceu em
Olivença, talvez entre 1520 e 1540. Pouco se sabe dele até 1578, salvo que veio para
Lisboa e que ingressou na Ordem dos Dominicanos. Graças a um Dominicano actual, Frei José
Carlos ( a quem só se pode agradecer ), sabemos que há em 1575 o seu nome surge em São
Domingos de Benfica, como simples Frade. Em 1578, é Leitor no Colégio da Rainha, na mesma
freguesia. O problema está em saber se se fala da mesma pessoa, pois o apelido e o nome
eram (e são) muito comuns.
Encontramos ( e aqui já há certezas) Frei Domingos da Fonseca a acompanhar a expedição
de D. Sebastião a Alcácer-Quibir (Marrocos) em 1578, e, claro, damos com ele prisioneiro.
Procurou confortar os companheiros, e sabemos que pregava aos judeus (presume-se que de
Marrocos... ), incitando-os a converterem-se ao cristianismo. Há quem opine que o fazia
por os respeitar, mas há quem defenda que, pelo contrário, só os respeitava se
convertidos.
Em 1581, já estava de regresso a Portugal, já sob o governo de Filipe II. O seu nome
aparece como pregador régio, embora se possa tratar de um homónimo, talvez um frade de
Benfica. O mesmo nome é dado a um frade em Lisboa em 1582. O mesmo? Outro?
Em 1580, tinha sido nomeado arcebispo de Goa, mas a Bula só é publicada em 1583, ano
em que parte para a Índia, num navio em que navega também um espião holandês que sobre
ele escreverá: Jan Huygen (van Linschoten). Em 1584, convocou o terceiro concílio
provincial, em que abjuraram a sua heresia o bispo siríaco de Augamales e o nestoriano
Max Abraão. A pedido de Vicente da Fonseca, foi determinado, por carta régia de 1585, que
em Goa se fundasse um Seminário para o Clero da Índia. Também por essa época foram
separadas muitas igrejas do arcebispado.
Exerceu então, por algum tempo, o governo da Colónia. Surgiram conflitos de
jurisdição, a que não terão sido alheias lutas entre facções rivais da aristocracia
portuguesa local... onde, em abono da verdade, vários casos de corrupção eram do
conhecimento geral. O Arcebispo viu-se obrigado a embarcar de volta ao Reino,
curiosamente com o mesmo holandês com que viajara para a Índia, mas faleceu na viagem,
diante do Sul de África, em 1587, suspeita-se que envenenado... talvez por se recear que
contasse algo incómodo em Lisboa para certos interesses e certos nobres em Goa.
Estremoz, 24 de Fevereiro de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna

De cbastiao a 25 de Agosto de 2008 às 15:30
Bonito bonito são as canções do ToZé Brito...
Agora a sério:
Em Olivença há petróleo? Se não há, então o governo português não se vai mexer para alterar o estatuto/administração actual de Olivença. E ninguém quer ganhar os ordenados que se praticam em Portugal.
De AG a 25 de Agosto de 2008 às 17:10
Portugáli nunca fez nada por Olivença. E nada esperamos.

Obrigado poro petróleo.

Manuel Sánchez.

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