Segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

A fala dos Três Lugares em La Sexta (2009)




Reportagem sobre a fala dos Três Lugares de La Sexta.

Sentimo-nos: falantes
Música: falada
Publicado por AG às 10:35
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Comentário(s):
De olivencalivre a 6 de Setembro de 2014 às 00:18
AS QUATRO ALDEIAS HISTÓRICAS DE OLIVENÇA----------------------------------------------------------------------------------------------------



SONETO: ALDEIA DE SÃO DOMINGOS DE OLIVENÇA
(São Domingos de Gusmão)(região de Olivença)///

São Domingos de Gusmão já se chamou/
uma pequena aldeia de Olivença,/
mas nela foi que um general s' acoitou/
em tempos de horrorosa luta intensa.//

São Domingos, já teu nome s'alterou,/
mas isso fará pouca diferença,/
pois nas tuas entranhas nada mudou,/
e tens mais coração do que se pensa!//

As tuas ruas é fácil percorrer;/
à tua igreja não falta nobreza,/
e da tradiçaõ algo há 'inda "pra" ver!//

Pequeno tanque de inigualável beleza,/
antiguidade digna de conhecer/
em terra pequena, mas com grandeza!///

Estremoz, 4 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

__________________________________________________________

SONETO: VILA REAL DE OLIVENÇA///

Gonçalo Viegas (*), o cavaleiro/
que já há muito o Guadiana cruzou,/
consta que terá sido o cristão primeiro/
que em ti esteve, e logo ali te fundou!//

Vila Real, é como verdadeiro/
que este conto até hoje nos chegou,/
mas o mais certo é esse tal guerreiro/
nada mais ser que lenda que s'inventou!//

Como história, bom é ser recordada,/
pois o ser humano não é só razão,/
e até constrói memória inventada!//

Poderá ser sempre símbolo num brasão,/
'inda que tu, ó terra abençoada,/
tenhas valor, a pé, e sem alazão!///

__________________________

(*)cavaleiro do século XII

Estremoz, 4 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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SONETO: SÃO BENTO DA CONTENDA E A TRADIÇÃO ALENTEJANA
(aldeia da região de Olivença)

De São Bento da Contenda se conta/
qu'em tempos, mais simples era seu nome,/
que se completou depois duma afronta,/
recebendo então só seu sobrenome.//

Contudo, sua fama, ditosa, remonta,/
não às feras razões do seu cognome,/
mas antes por ter gente sempre pronta/
a bem receber quem dela s'assome!//

Cada casa sua com um rodapé,/
em inegável estilo alentejano,/
apresentava uma altiva chaminé.//

Novas modas de gosto mais urbano,/
fazem pensar que, 'inda que sem má fé,/
se perde alguma alma em cada ano...///

Estremoz, 3 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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SONETO: AS CHAMINÉS E O DRAGÃO
(SÃO JORGE DA LOR, povoação da área cultural de Olivença)

Encostada a uma serra formosa/
ergue-se uma singular povoação./
Lor, Olor, Alor, nomes que, ciosa,/
já ostentou desde sua fundação|//

Mas p'ra se sentir 'inda mais briosa,/
uniu São Jorge à sua designação,/
p'ra poder dizer até, orgulhosa,/
ser filha dum cavaleiro d'eleição!//

E p´ra fazer jus ao dragão da lenda/
os habitantes de São Jorge da Lor/
criaram uma forma de contenda!//

Cada um ergueria, p'ra ter valor,/
chaminé alentejana tremenda/
sobre a lareira que lhe dava calor!///

Estremoz, 2 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

____________________________________________
De olivencalivre a 6 de Setembro de 2014 às 00:19
OBJECTIVO DEL AUTOR: INTEGRAR MEJOR LAS NUEVAS ALDEAS EN EL TODO PATRIMONIAL...///OBJETIVO DO AUTOR: INTEGRAR MELHOR AS NOVAS ALDEIAS NO TODO PATRIMONIAL
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SONETO: SÃO FRANCISCO DE OLIVENÇA (região de Olivença)///

Porque o que está vivo se modifica/
ganhou Olivença terra mimosa,/
e com uma jóia ficou mais rica,
de nome São Francisco, a orgulhosa!//

Mas o ser tão nova não significa/
que não tenha longa história honrosa,(
já que muito perto dela até fica/
uma velha atalaia muito idosa.//

Antes, p'las casas de Dona Maria/
era famoso o seu território/
e muito lembrado em poesia...//

Seu futuro t'rá de ser notório/
pois já bela é como freguesia (*),/
lugar de visita obrigatório|//

(*) freguesia: antiga subdivisão administrativa.

Estremoz, 5 de setembro de 2014
Carlos Eduardo Da Cruz Luna
________________________________________________

SONETO: SÃO RAFAEL DE OLIVENÇA(região de Olivença)///

Em Olivença, olhando p'ra norte,/
não longe da antiga Ramapalhas,/
existe terra de pequeno porte:/
é São Rafael, de cores grisalhas!//

Aos seus habitantes coube-lhes em sorte/
campos antigos que viram batalhas,/
e perto de si conheceu a morte/
bravo general (*) com tiros canalhas!//

Tens agora o futuro à tua frente/
à sombra dum relógio destacado/
do qual muito s'orgulha a tua gente.//

És nova mas estás num todo a teu grado,/
já que em tudo tu és conivente/
com o encanto do tempo passado!///

(*)General Humberto Delgado, 1965

Estremoz, 5 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna


De olivencalivre a 6 de Setembro de 2014 às 17:26
DOIS SONETOS SOBRE TÁLIGA (antiga aldeia de Olivença que ganhou independência por volta de 1850; partilha com Olivença tradições e arquitetura)( beneficiará naturalmente com o facto de um dia Olivença poder ser declarada Património da Humanidade)

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SONETO: TRADIÇÃO CULTURAL DE TÁLIGA//

Táliga ou Talega, chama-se ela,/
vila que ganhou independência,/
pode-se dizer que é muito bela/
'inda que simples em aparência.//

Casa alentejana, muito singela,/
era típica da sua aparência;/
não destrua o progresso essa "costela"(*)/
sem a qual se perde consciência!//

A vetusta santa, dita roubada,/
afinal nunca o seu povo abandonou
pois estava tão somente disfarçada...//

Mas teu sentimento nunca s'enganou,/
já que sabias estar destinada/
a seres fiel a quem sempre t'amou!///

[(*)"costela": laço de família, parecença, presença]

Estremoz, 6 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna
____________________________________________________________

SONETO: VILA LIVRE DE TÁLIGA

Vila livre, desde sempre ciosa,/
Táliga ou Talega, pouco importa,/
tua vontade, sempre audaciosa,/
muita tradição e valor comporta.//

Castelo já teve, e p'la sua porta/
a Ordem Templária, tão poderosa,/
escreveu História, agora morta (*),/
'inda qu'envolta em memória brumosa...//

Olivença, junto dela, cidade,/
olha-a como uma irmã, ambas sendo/
filhas da mesma mãe e da saudade.//

Velha tradição as duas colhendo,/
tendo, tudo indica, a mesma idade,/
uma cultura comum vão mantendo...//

[(*)morta porque é quase impossível encontrar vestígios desse castelo]

Estremoz, 6 de setembro de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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