Segunda-feira, 22 de Junho de 2015

Além Guadiana na Casa do Alentejo: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Caros irmãos alentejanos, bom dia.

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Hoje, Olivença é mais possante ao estar mais próximo do Alentejo e da Portugalidade. A terra das oliveiras, Olivença, nunca esqueceu o seu passado e aproveitando o presente quer construir o futuro. Esse futuro passa, além de outras acções, pela confraternização com o espaço lusófono e principalmente com os nossos irmãos alentejanos.

 

Ser Alentejano é ser especial, ser Oliventino é também ser Alentejano.

Olivença “cheira” a Extremadura, mas também “cheira” a Alentejo e respira ar do Guadiana que não deixa de ser alentejano.

O sangue oliventino é sangue que navega entre duas culturas como o Guadiana e que se abraça ao espírito que o rodeia.

A associação cultural Além Guadiana, quer agradecer a nossa presença à Casa do Alentejo e a todos os presentes por nos ouvirem. Hoje não viemos a Lisboa, viemos ao Alentejo, quer seja Alto quer seja Baixo Alentejo.

Há sete anos nasceu uma associação com uma só finalidade: recuperar, preservar e promover a língua de Camões e a cultura lusitana para poder pertencer de pleno direito ao espaço lusófono.

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Quando falamos de espaço, para alguns terá umas conotações provavelmente diferentes às da nossa associação. Mas queremos manifestar alto e claro que respeitamos todas as posições e interpretações. Além Guadiana não nasceu para se opor a nada nem a ninguém, nem sequer para opinar sobre determinadas considerações.

Somos apenas uma associação construtiva e o único espaço que nós temos vindo a reforçar são os espaços humanos e culturais.

Não esqueçamos nunca que são os Oliventinos os que irão decidir o seu futuro. Para poder construir não se deve ocultar informação ou desinformar. Além Guadiana não é o dono da verdade mas até agora tem sido a nossa verdade que tem conduzido Olivença a uma realidade. Essa realidade chama-se biculturalismo e esperemos que chegue ao bilinguismo real.

No processo de sensibilização tem sido a cultura a melhor vacina para cicatrizar as feridas do passado e a melhor medicina para não voltar a enfermar.

Somos uma terra de carácter e universal. Foram mães oliventinas que trouxeram ao mundo filhos que participaram nos primórdios da globalização, a expansão ultramarina. A terra das oliveiras marcou presença com a família Gama a oriente e Frei Henrique de Coimbra a ocidente.

O nosso património que é também vosso, património: monumental, histórico, linguístico, gastronómico, cultural e humano merece ser visitado. É de salientar o nosso rico património embora Olivença ofereça muito mais do que monumentos. O intangível, como diz o meu caro amigo e Presidente da associação Além Guadiana, Joaquim Fontes, em Olivença é mais importante o que não se vê do que propriamente se vê.

Só com a ajuda de todos é possível que Olivença continue a crescer.

Além Guadiana agradece ao estado português o carinho que nos dá ao tornar possível que os oliventinos, de livre vontade, possam reaver a sua identidade.

Caros irmãos portugueses, abraçamos-vos de lés-a-lés e especialmente aos irmãos alentejanos, em Olivença têm a vossa casa.

OLIVENÇA ESPERA-VOS.

E para concluir queremos exprimir que: nem todas as pessoas que vêm a Lisboa têm a mesma sorte que os oliventinos ao poderem repousar na sua sala de sua própria casa: a sala de Olivença na Casa do Alentejo. Agradecemos à Casa do Alentejo por manter a chama viva de Olivença.

Vamos trabalhar conjuntamente com a Câmara Municipal de Olivença para o ano que vem podermos marcar presença no aniversário da Casa do Alentejo.

Aproveitando que hoje, 10 de Junho, é dia das comunidades portuguesas e dia de Camões ponderamos que um poema do universal poeta exprime muito bem a Olivença de hoje.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança:

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Luís de Camões

 

 

Publicado por AG às 19:03
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Comentário(s):
De olivencalivre a 12 de Setembro de 2015 às 14:58
PÚBLICO, FUGAS, 12-SETEMBRO-2015///AS 5 (CINCO) COISAS DE QUE EU MAIS GOSTO...EM OLIVENÇA

AS 5 (CINCO) COISAS DE QUE EU MAIS GOSTO...EM OLIVENÇA
Carlos Luna, professor de História
(uma fotografia só, apesar do envio de cinco; a da recentemenente reconstruída Porta de São Sebastião, na muralha dionisina)


1. IGREJA DA MADALENA
Igreja manuelina, antiga sede do Bispado de Ceuta, é o segundo maior monumento manuelino existente, depois dos Jerónimos. Do século XVI. Nela, está sepultado o seu primeiro bispo, que foi também o primeiro homem a rezar uma missa no Brasil, na expedição de Pedro Álvares Cabral. As suas oito colunas, simulando cordas, são impressionantes. A monumentalidade desta antiga catedral numa cidade relativamente modesta é motivo de visita.

2. PORTA DO CALVÁRIO

Única sobrevivente das três portas de muralha do século XVII, erguida durante a Guerra da Restauração de 1640-1668 para deter as tentativas espanholas de recuperar Portugal, é de mármore, e faz lembrar as portas das muralhas de Elvas e de Estremoz. Foi cenário de uma cruenta batalha em 1648, em que a população de Olivença evitou a entrada do inimigo antes que os exércitos principais eli acudissem.

3. PORTA MANUELINA DA CÂMARA MUNICIPAL

Semelhante a tantas outras portas manuelinas, comuns em localidades alentejanas, é uma grata surpresa, pois será a mais portuguesa das entradas que é possível descernir para um "Ayuntamiento" (polémicas à parte). Como fica a cinquenta metros da Igreja da Madalena (manuelina), reforça a portugalidade do espaço.

4. TORRE DE MENAGEM

Mandada construir por D. João II por volta de 1488, chegou a ser a mais alta de Portugal, com mais de 40 metros de altura. O tempo encarregou-se de fazer cair uns três ou quatro metros. Curiosidade suprema, sobe-se ao cimo, não por escadas, mas por dezassete rampas pouco inclinadas, que terão servido para que se arrastassem peças de artilharia até ao topo. Encontra-se na primitiva muralha dionisina.

5. PONTE DA AJUDA

Ligava Elvas e Olivença. Construída no reinado de D. Manuel I, a partir de 1510, tinha 450 metros, 6 metros de largura, e 19 arcos. Foi destruída por um ataque espanhol em 1709, e não foi mais reconstruída. A ocupação de Olivença em 1801 tornou a recuperação mais difícil. Desde 2000, uma nova ponte se ergue ao seu lado. Não tiveram conta as polémicas que rodearam esta nova ligação, bem como os projetos de restauração da velha ponte, nomeadamente entre 1994 e 2003.

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