Quinta-feira, 22 de Maio de 2014

Apresentação de compilação do português oliventino (30.V.2014)

No museu, às 18.30 horas!

MUITO FRÁGIL

Objetivo, salvaguardar o português em Olivença

 

Na próxima sexta-feira, 30 de maio pelas 18:30 horas, celebrar-se-á, no pátio do Museu Etnográfico Francisco González Santana, em Olivença, a apresentação de um Estudo Compilatório do Português Oliventino. Este trabalho foi promovido por a Câmara Municipal de Olivença em cooperação com a Associação Cultural Além Guadiana, contando com a colaboração da Universidade da Estremadura e o financiamento da Iniciativa Comunitária POCTEP, no quadro do projeto “Por terras raianas”.

 

Este projeto consistiu num dossiê sobre as características do português de Olivença e uma Compilação que recolhe numerosas gravações sonoras a pessoas lusófonas oriundas de Olivença e das suas aldeias, como São Bento da Contenda e São Jorge da Lor, entre outras. Assim, pretende-se de criar a base de um banco de dados sonoro que permita constituir uma preciosa fonte no futuro para estudos linguísticos, mas também sociológicos, históricos ou etnográficos, com fins didáticos ou culturais, entre outros.

 

Na apresentação, terá lugar uma explicação do trabalho realizado, a exposição de um breve vídeo promocional e, para terminar, uma dinâmica que permita aos presentes interagir conversando em português. A organização anima a velhos e jovens, falantes do português ou amantes da língua, a assistir a este ato.

 

O português oliventino é uma variedade dialetal, fruto da história partilhada de Olivença. Em meados do século XX, a língua de Camões era de uso maioritário, embora hoje, restringido o seu uso aos estratos mais idosos, se encontre em risco de desaparecer. Sucessivos relatórios do Conselho da Europa recomendaram às instituições medidas para a sua proteção e promoção. Da cidadania e da câmara municipal, crescentemente sensibilizadas, surgiram diversas iniciativas como a sinalização turística bilingue e a recuperação dos antigos nomes das suas ruas em português, existindo uma vigorosa demanda de ensino da língua portuguesa.

 

Em Olivença, o português é considerado um dos tesoiros da sua cultura imaterial, que não só faz parte da sua identidade, mas que, pela sua vez, constitui uma ferramenta de promoção cultural e económica. Ciente da sua necessidade de salvaguarda, a associação Além Guadiana solicitou a declaração do Português em Olivença como Bem de Interesse Cultural.

 

ALÉM GUADIANA

Sentimo-nos: compilatórios
Música: compilatória
Publicado por AG às 11:26
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Comentário(s):
De olivencalivre a 23 de Maio de 2014 às 00:20
SONETO: OLIVENÇA, 1988///

Até então eu mal te conhecia/
pois te visitara 'inda criança;/
não te esquecera, porque se dizia/
que eras bela como fina faiança.//

Mas...percorrendo-te em feliz dia/
compreendi que eras como uma trança/
embelezando tez de fidalguia/
que mal disfarçava a sua herança!//

Mil novecentos e oitenta e oito:/
um ano que mudou a minha vida/
e que forte dentro de mim acoito!//

Desde então a minha alma convertida/
tem feito de mim um homem afoito/
que te canta, Olivença dormida!!!

Estremoz, 22 de Maio de 2014//
Carlos Eduardo da Cruz Luna

De olivencalivre a 30 de Maio de 2014 às 23:18
DO BRASIL: YAHOO!NOTÍCIAS, BRASIL, 30 Maio 2014

Dialeto do português resiste ao tempo em pequena cidade da Espanha
EFEEFE – 2 horas 3 minutos atrás

Badajoz, 30 mai (EFE).- Cerca de mil pessoas, na maioria idosas, falam atualmente o português oliventino, um dialeto do idioma lusitano que se manteve preservado em Olivenza (Badajoz, Espanha) e em algumas de suas aldeias.
O presidente da associação Além Guadiana, Joaquín Fuentes, destacou a permanência dessa língua, que foi registrada no "Estudo Compilatório do Português Oliventino", que será apresentado esta tarde em Olivenza.
Fuentes Lembrou que, quando Olivenza deixou de pertencer a Portugal, foi em nível administrativo, pois até meados do século XX o idioma majoritário na cidade, que fica na província de Estremadura, era a língua portuguesa.
No entanto, a partir daí, houve uma "ruptura geracional", e os pais deixaram de falar com seus filhos em português e começaram a falar em castelhano, o que tornou "muito difícil" a manutenção da língua de Camões.
Mas a tradição cultural e o apoio que recebeu recentemente, quando começou a ser ensinado nas escolas, através da Universidade Popular, entre outras, faz com que seu uso tenha sido relançado.
Olivenza, que pertenceu por 5 séculos a Portugal (quando chamava Olivença), foi o último território a passar administrativamente para a Espanha, e a língua portuguesa se manteve como um dos legados lusos que o lugar conservou.
Assim, foi proposto à prefeitura de Olivenza fazer um arquivo de gravações em áudio com os depoimentos das pessoas que falam o português oliventino, que também gerou um estudo.
O estudo se compõe de um livro com as características do português oliventino, um dicionário ou palavras peculiares, entre outros; além do registro sonoro com conversas de 50 pessoas.
O português oliventino é considerado um subdialeto português alentejano com superestrato (língua do conquistador, que não substitui a do conquistado) espanhol, ou seja: foram incorporadas palavras hispânicas e a língua se aportuguesou.
O objetivo é alimentar o grande banco de dados com provérbios, casos e canções do português oliventino, e promover o ensino do idioma lusitano padrão no ensino.
A associação quer sensibilizar a população oliventina, mas também ir à frente, envolvendo as instituições lusitanas e o governo de Estremadura - foi solicitado, por exemplo, que o português seja declarado patrimônio cultural.
Há alguns outros núcleos de fala portuguesa em Extremadura - A Codosera, Cedillo - embora nesses casos por proximidade geográfica, não pela pertinência administrativa ao território lusitano.
O Museu Etnográfico "González Santana" de Olivenza recebe hoje a apresentação do "Estudo Compilatório do Português Oliventino". EFE
De olivencalivre a 30 de Maio de 2014 às 23:20
DO BRASIL: YAHOO!NOTÍCIAS, BRASIL, 30 de Maio de 2014
Dialeto do português resiste ao tempo em pequena cidade da Espanha
EFEEFE – 2 horas 3 minutos atrás

Badajoz, 30 mai (EFE).- Cerca de mil pessoas, na maioria idosas, falam atualmente o português oliventino, um dialeto do idioma lusitano que se manteve preservado em Olivenza (Badajoz, Espanha) e em algumas de suas aldeias.
O presidente da associação Além Guadiana, Joaquín Fuentes, destacou a permanência dessa língua, que foi registrada no "Estudo Compilatório do Português Oliventino", que será apresentado esta tarde em Olivenza.
Fuentes Lembrou que, quando Olivenza deixou de pertencer a Portugal, foi em nível administrativo, pois até meados do século XX o idioma majoritário na cidade, que fica na província de Estremadura, era a língua portuguesa.
No entanto, a partir daí, houve uma "ruptura geracional", e os pais deixaram de falar com seus filhos em português e começaram a falar em castelhano, o que tornou "muito difícil" a manutenção da língua de Camões.
Mas a tradição cultural e o apoio que recebeu recentemente, quando começou a ser ensinado nas escolas, através da Universidade Popular, entre outras, faz com que seu uso tenha sido relançado.
Olivenza, que pertenceu por 5 séculos a Portugal (quando chamava Olivença), foi o último território a passar administrativamente para a Espanha, e a língua portuguesa se manteve como um dos legados lusos que o lugar conservou.
Assim, foi proposto à prefeitura de Olivenza fazer um arquivo de gravações em áudio com os depoimentos das pessoas que falam o português oliventino, que também gerou um estudo.
O estudo se compõe de um livro com as características do português oliventino, um dicionário ou palavras peculiares, entre outros; além do registro sonoro com conversas de 50 pessoas.
O português oliventino é considerado um subdialeto português alentejano com superestrato (língua do conquistador, que não substitui a do conquistado) espanhol, ou seja: foram incorporadas palavras hispânicas e a língua se aportuguesou.
O objetivo é alimentar o grande banco de dados com provérbios, casos e canções do português oliventino, e promover o ensino do idioma lusitano padrão no ensino.
A associação quer sensibilizar a população oliventina, mas também ir à frente, envolvendo as instituições lusitanas e o governo de Estremadura - foi solicitado, por exemplo, que o português seja declarado patrimônio cultural.
Há alguns outros núcleos de fala portuguesa em Extremadura - A Codosera, Cedillo - embora nesses casos por proximidade geográfica, não pela pertinência administrativa ao território lusitano.
O Museu Etnográfico "González Santana" de Olivenza recebe hoje a apresentação do "Estudo Compilatório do Português Oliventino". EFE

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