Quinta-feira, 9 de Julho de 2015

Casamento bilingue em Olivença

OLIVENÇA ACOLHEU A PRIMEIRA BODA BILINGUE

Espanhol e português. Português e espanhol. Estas são as duas línguas que foram utilizadas na cerimónia de casamento civil de Luz Milagros Moreno Guzmán, oriunda de Arroyo de la Luz, e Guillermo Píriz Mira, natural de Olivença, que se celebrou no sábado 4 de julho pelas 19h30 no convento de São João de Deus da nossa localidade. Também no Convento São João de Deus mas de Elvas se celebrou o copo-d'água. É a primeira vez que em Olivença se realiza uma boda bilingue, ato que foi proferido na língua de Cervantes pelo presidente da Câmara da localidade, Manuel González Andrade, e na de Camões pelo professor de português da Universidade Popular, Eduardo Machado.

Deste modo tão singular, a “cidade das duas culturas” mais uma vez presume de sua identidade, única no contexto peninsular pela sua história partilhada por Portugal e Espanha. Isso é algo que se respira ao caminhar pelas suas ruas, nas arquitecturas e espaços urbanos, nas tradições ou na sua toponímia. Precisamente, nos últimos anos tem havido um renascimento da cultura portuguesa e desde a cidadania e as instituições tem-se fomentado o cunho do biculturalismo através da aprendizagem do português, a valorização da herança lusitana e da aproximação cultural ao mundo lusófono. Guillermo é exemplo disso, sendo um dos primeros oliventinos que recentemente adquiriu a dupla nacionalidade. Por sua vez, Luz Milagros, cacerenha mas também oliventina, mostra-se cativada com esta cidade pela convivência enriquecedora do que é hispânico e luso.

O texto do casamento constou de um poema e as leituras serão acompanhadas com violoncelo. A cerimónia foi amenizada pelo coro Ad Libitum de Mérida cantando quatro peças: uma em alemão, outra em espanhol e duas em inglês. Perante os 120 convidados, os noivos cantaram uma peça em português. E, como curiosidade, as imagens da cerimónia foram colhidas por um tailandês residente na Austrália. É uma amostra de como as culturas soman e de que, ao fim e ao cabo, também formamos parte da cultura global.

O convento que acolheu a celebração resume a história ímpar da localidade. Iniciada a sua construção no século XVI, alojou nos seus inícios as freiras clarissas e desde a guerra de Restauração foi convento dos hospitaleiros de São João de Deus. Já em época espanhola, foi utilizado como quartel de carabineiros e posteriormente da Guardia Civil antes de cair ao abandono. Após várias reabilitações recentes foi Escola Regional de Arte Dramático e proximamente Centro de Recepção de Visitantes do Lago de Alqueva. Quem sabe se este acto será o ponto de partida para novos casamentos bilingues en Olivença.

 

OLIVENZA ACOGIÓ LA PRIMERA BODA BILINGÜE

Español y portugués. Portugués y español. Estas son las dos lenguas que se utilizaron en la ceremonia de casamiento civil de Luz Milagros Moreno Guzmán, oriunda de Arroyo de la Luz, y Guillermo Píriz Mira, natural de Olivenza, que se celebró el sábado 4 de julio a las 19:30 h. en el convento de San Juan de Dios de esta última población. También en el Convento San Juan de Dios pero de Elvas se amenizó la celebración. Es la primera vez que en Olivenza tiene lugar una boda bilingüe, acto que fue proferido en la lengua de Cervantes por el alcalde de la localidad, Manuel González Andrade, y en la de Camões por el profesor de portugués de la Universidad Popular, Eduardo Machado.

De este modo tan singular, la “ciudad de las dos culturas” hace gala una vez más de su identidad, única en el contexto peninsular por su historia compartida por Portugal y España. Y ello es algo que se respira al caminar por sus calles, en las arquitecturas y espacios urbanos, en las tradiciones o en su toponimia. Precisamente, en los últimos años se vive un renacimiento de la cultura portuguesa y desde la ciudadanía y las instituciones se fomentan el sello de la biculturalidad a través del aprendizaje del portugués, de la puesta en valor de la herencia lusitana y de la aproximación cultural al mundo lusófono. Guillermo es ejemplo de ello, siendo de los primeros oliventinos que recientemente han adquirido la doble nacionalidad. Por su parte, Luz Milagros, cacereña pero también oliventina, se muestra cautivada en esta ciudad por la convivencia enriquecedora de lo hispano y lo luso.

El texto del casamiento constó de un poema y las lecturas fueron acompañadas con violoncelo. La ceremonia fue amenizada por el coro Ad Libitum de Mérida cantando cuatro piezas: una en alemán, otra en español y dos en inglés. Ante los 120 invitados, los novios cantaron una pieza en portugués. Y, como curiosidad, las imágenes de la ceremonia fueron recogidas por un tailandés residente en Australia. Toda una muestra del cómo las culturas suman y de que, al fin y al cabo, también formamos parte de la cultura global.

El convento que acogerá la ceremonia resume la historia singular de la localidad. Iniciada su construcción en el siglo XVI, alojó en sus inicios a las monjas clarisas y desde la guerra de Restauración fue convento de los hospitalarios de San Juan de Dios. Ya en época española, se utilizó como cuartel de carabineros y posteriormente de la Guardia Civil antes de caer en el abandono. Tras varias rehabilitaciones en tiempos recientes ha sido Escuela Regional de Arte Dramático y próximamente Centro de Recepción de Visitantes del Lago de Alqueva. Quién sabe si este acto será el punto de partida para nuevos casamientos bilingües en Olivenza.

 

 

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Publicado por AG às 14:54
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