Terça-feira, 30 de Dezembro de 2014

Concessão de nacionalidade portuguesa a oliventinos

Conferência de imprensa sobre as primeiras concessões de nacionalidade portuguesa

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Membros da Associação Cultural Além Guadiana ofereceram, no passado 26 de dezembro, no hotel Palacio Arteaga, uma conferência de imprensa sobre as primeiras 80 concessões de nacionalidade portuguesa a oliventinos.

imagem conferência imprensa além guadiana.jpg.jp

Estiveram presentes umas cem pessoas: o presidente da câmara municipal de Olivença (Bernardino Píriz), a presidenta da câmara municipal de Táliga (Inmaculada Bonilla), o ex-presidente da Junta da Estremadura, e também oliventino (Guillermo Fernández Vara), o ex-presidente da câmara municipal de Olivença (Ramón Rocha), vereadores de todos os grupos políticos de Olivença, sem exceções, representantes de associações, numerosos oliventinos que moram dentro e fora da nossa localidade e as suas aldeias, e meios de comunicação de Portugal e Espanha.

Num ambiente de alegria e emoção, muitos assistentes qualificaram o facto como muito importante e histórico. São numerosas as pessoas em Olivença que outorgam à nacionalidade portuguesa grande significado e forte valor emotivo e simbólico. Porque a nossa terra constitui um lugar chave no contexto ibérico pela sua história partilhada por dois países, o que lhe confere um caráter bicultural. As pessoas de Olivença consideram ainda que possuir as duas nacionalidades aproxima-as da Lusofonia e abre-lhes muitas portas, e reclamam mais apoio para manter viva a língua de Camões.

 

Rueda de prensa sobre las primeras concesiones de nacionalidad portuguesa

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Miembros da Asociación Cultural Além Guadiana ofrecieron, el pasado 26 de diciembre, en el hotel Palacio Arteaga, una rueda de prensa sobre las primeras 80 concesiones de nacionalidad portuguesa a oliventinos. Estuvo presente cerca de un centenar de personas: el alcalde de Olivenza (Bernardino Píriz), la alcaldesa de Táliga (Inmaculada Bonilla), el expresidente de la Junta de Extremadura, y también oliventino (Guillermo Fernández Vara), el exalcalde de Olivenza (Ramón Rocha), concejales de todos los grupos políticos de Olivenza sin excepción, representantes de asociaciones, numerosos oliventinos que viven dentro y fuera de nuestra localidad y sus aldeas, y medios de comunicación de Portugal y España.

En un ambiente de alegría y emoción, muchos asistentes calificaron el hecho como muy importante e histórico. Son numerosas las personas en Olivenza que otorgan a la nacionalidad portuguesa un gran significado y un fuerte valor emotivo y simbólico. Y es que nuestra tierra constituye un lugar clave en el contexto ibérico por su historia compartida por dos países, lo que le confiere un carácter bicultural. Las personas de Olivenza consideran, además, que poseer las dos nacionalidades las acerca a la Lusofonía y les abre muchas puertas, y reivindican un mayor apoyo para mantener viva la lengua de Camões.

DISCURSOS:

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena” / Fernando Pessoa


A IDENTIDADE SEMPRE ESTÁ PRESENTE


Bom dia / buenos días.


Simbolicamente falando, Olivença é uma árvore que se plantou no Guadiana e fez crescer as suas raízes a ambos lados. Essa é a Olivença de hoje, a que nunca esqueceu o seu passado, e aproveitando o presente quer construir o futuro. Falamos de bilinguismo, de biculturalismo. Esta é a nossa verdadeira transversalidade que forma a nossa identidade e o nosso sentimento. Somos um povo alegre, um povo amigo, que abraçamos o espaço da hispanidade assim como o espaço da lusofonia.


Devemos aceitar e respeitar a condição dos Oliventinos ou também denominados Olivençanos, os quais serão aquilo que entenderem ou quiserem. Ao falarmos de Olivença, por analogia, referenciamos a São Bento, São Domingos, São Jorge, São Francisco, São Rafael, Vila Real e Talega.


Serão os nossos conterrâneos os que deverão decidir por moto próprio. Mas também é evidente de que ninguém deve ser privado de informação. É esse o motivo de nós estarmos hoje aqui presentes.


Além Guadiana, associação cultural, independente, transparente, plural, e porque não dizer que somos traficantes de culturas e sentimento, abraça a todos os que nos queiram acompanhar.


Após algumas reuniões em Lisboa, sobres aspectos culturais, surgiu a pedido de alguns oliventinos a questão “nacionalidade”. Usámos as nossas melhores armas, o atrevimento e a naturalidade. A naturalidade é o que temos vindo a usar ao longo do tempo, a qual não deixa de ser sinónimo de diálogo e transparência.


Falar de adquisição de nacionalidade portuguesa em Olivença não é novidade. Prova disso foi a nossa informação nas Lusofonias de 2012 com o discurso intitulado: duas nacionalidades, uma opção pessoal. Nessa data, 20 de Outubro de 2012, acompanhados pelo representantes de todos os grupos políticos locais, e pelo Dr. Ribeiro e Castro, foi pública a fotografia a requerimento do actual Presidente da Câmara Municipal de Olivença.


Também dão prova as publicações na imprensa, local e regional, a 11 de Novembro de 2012.


Os Oliventinos têm, por direito, a possibilidade de adquirir a nacionalidade portuguesa. O Estado Português faculta essa opcão às pessoas oriundas dos municípios de Olivença e Talega que o solicitarem, e que estejam abrangidas pelo menos por um dos vários requisitos, entre os quais citamos:
- o parentesco;
- a ascendêcia; ou,
- ser natural do seu território histórico.


Adquirir a nacionalidade portuguesa não supõe rejeitar a nacionalidade espanhola. Os Oliventinos estão abrangidos pelas jurisdições, espanhola e portuguesa, ou, portuguesa e espanhola.


Mas como o sentimento não tem leis não podemos deixar de mencionar os casos anteriores ao do grupo das 80 nacionalidades. Entre vários oliventinos, recordamos, Joaquín García González que tendo 81 anos e ao receber, de seu genro, uma árvore genealógica deu-se conta de que a maior parte dos seus antepassados eram portugueses. O seu passado e a saudade estavam aí representados. Foi o motivo que o levou a adquirir o cartão de cidadão português.
Por conseguinte, trata-se de uma opção pessoal dentro do âmbito jurídico e da liberdade pessoal estabelecida pelo estado português e que nada tem a ver com questões políticas ou de outra índole.


Sem esquecer e reconhecendo o trabalho que outrora realizaram outros na nossa cidade para nos aproximarmos a Portugal – prova disso foi a construção da ponte de Ajuda –, Além Guadiana tem vindo a regar a árvore desde há seis anos com chuva miudinha com o fim de nos consciencializarmos da relevância da nossa herança portuguesa: o património monumental, linguístico, cultural, que é o que em definitiva nos torna singulares.


Olivença é exemplo de convivência entre culturas no enquadramento da Península Ibérica. Bebamos sumo de laranja ou sumo de limão, não deixamos de beber sumo de fruta. Neste caso a fruta na nossa terra é da mesma árvore que plantámos no Guadiana. É fruta oliventina.


Essa árvore cultural emana do pensamento, provavelmente haverá outros elementos mas esta é a base, o pensamento. Para desenvolver a cultura nunca nos podemos esquecer da sensibilidade.


Nesse processo de sensibilização da cultura, Além Guadiana tem trabalhado com o Estado Português. Tem sido a cultura a melhor vacina para cicatrizar as feridas do passado e, ao mesmo tempo, o melhor remédio para não voltar a enfermar.


A nacionalidade é simplesmente a protecção que um estado dá a um cidadão que se identifica com um sentimento, com uma cultura, com umas raízes, e com uma língua que é a mãe de todos os aspectos agora mencionados.


Os oliventinos têm duas identidades históricas e culturais, dois sentimentos, embora para alguns seja só um, ser Oliventino, um traço que outros não têm. No entanto, para muitos oliventinos, conscientes do passado histórico da sua terra e do seu carácter bicultural, adquirir a nacionalidade portuguesa pode ter um valor afectivo, manifestando assim a sua identidade dual.


A nossa associação volta a salientar que é uma questão de alma e, cada indivíduo tem a sua, é um acto rodeado de simbolismo.


Porém, adquirir a nacionalidade portuguesa, também nos proporciona regalias, tais que não teriam os súbditos de outros países. Assim, existe maior facilidade de acesso a determinados serviços públicos, à universidade, etc, e principalmente ser português em Portugal e no mundo. Além disso, Portugal pertence à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), entre os quais se encontram alguns dos principais países emergentes no mundo, como Angola e Brasil; por outras palavras, existem múltiples acordos, podendo usufruir de estes convénios os cidadãos aderentes, o que não podem fazer indivíduos de outras nacionalidades.


A palavra imortaliza a cultura, e por isso hoje devemos homenajear os velhotes de Olivença por terem salvaguardado a nossa língua, o Português Oliventino enquadrado no Português Padrão.


As ironias da vida: todos os oliventinos que têm ou tiverem nacionalidade portuguesa passarão a ser conhecidos pelo apelido da mãe.


Foram mães oliventinas que trouxeram ao mundo filhos que participaram na expansão ultramarina portuguesa. A globalização não é uma coisa nova. A globalização começou nos séculos XV e XVI, nela participaram ilustres de Olivença como Frei Henrique de Coimbra.


Trabalhemos todos para que Olivença continue a crescer, não pensando nos interesses pessoais mais sim no bem comum.


Passar da umbría para o sol é só uma questão de vontade.


Temos o vime, só precisamos de construir o cesto. Com a vontade e o trabalho de todos podemos elevar a nossa terra a outros patamares que lhe correspondem.
Quando se vai de Madrid a Lisboa, o percurso de monumentos do Património Universal não é rectilíneo mas é exponencial: Cáceres, Mérida, Elvas, Évora.


Olivenza ofrece muito mais do que monumentos. Como se diz na Associação Além Guadiana, em Olivença é mais importante o que não se vê do que propriamente se vê, o valor intangível.


O sangue da nossa terra, para uns será espanhol, para outros será espanhol e português, e outros casos haverá, mas sempre será sangue, um sangue que corre como o Guadiana, entre duas culturas, entre duas identidades e, que se abraça ao espírito que o rodeia, esta é a nossa alma, é o nosso sentimento.


Queremos transmitir ao Estado Português que nunca estivemos longe e que agora estamos mais próximos, por isso, agradecemos o carinho e o abraço que nos dá.
Abraçamos os nossos irmãos portugueses de lés-a-lés, oferencedo-lhes a nossa casa, Olivença, onde serão sempre bem recebidos.


Também manifestamos o nosso reconhecimento ao altruismo de um amigo da nossa associação e de todos os oliventinos, o Dr. José Ribeiro e Castro.


Para concluir e como vem sendo costume não podemos deixar de citar a dois grandes da literatura: um hispânico e o outro lusitano.


Antonio Machado
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.


Luís de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.


Texto proferido por Eduardo Naharro-Macías Machado Olivença, a 26 de Dezembro de 2014

 

Apresentação.


.- Buenas tardes a todos, mi nombre es Juan Manuel Vázquez Ferrera; Y quisiera antes de nada agradecerles su presencia hoy aquí en un momento tan importante, no sólo para cada uno de nosotros en lo personal, si no también importante para nuestro pueblo.


.- También quisiera decirles que estoy aquí a título personal; no represento ideas políticas ni pertenezco a grupo político alguno. De la misma manera tampoco formo parte de la Asociación Cultural Além Guadiana , aunque si comparto sus ideas, proyectos e ilusiones.


.- Yo soy uno de esos 80 oliventinos que en una primera instancia han conseguido el reconocimiento de la nacionalidad portuguesa. Soy por tanto Español y Portugués.
Mi intención es simplemente exponerles los motivos que me han llevado a solicitar la doble nacionalidad. Cada persona tendrá los suyos propios, en mi caso son fundamentalmente tres :

Motivos.


1º. En primer lugar es que el hecho de tener la nacionalidad portuguesa no implica renunciar a la española. Soy español y me siento orgulloso de mi país, mi tierra y sus gentes…tener la ciudadanía portuguesa es un orgullo que completa mi identidad.
Soy español en España y portugués en Portugal.


2º. En segundo lugar, por mis antepasados, como homenaje a las personas que vivieron aquí antes que nosotros y que hace apenas cinco generaciones eran portugueses de hecho y de derecho. En recuerdo a mis raíces y a su cultura.


3º. En tercer lugar, por mis hijos, porque este será parte de mi legado para con ellos y… porque en este mundo tan complicado que nos ha tocado vivir nunca se sabe a qué lugares tendrán que acudir…es mi deber como padre ayudarles en la vida e intentar abrirles todas las puertas que pueda en su futuro.


Conclussão.


Por esas tres razones
Porque puedo ser Español y Portugués.
Como homenaje a mis antepasados, y a mis raíces.
Y por mis hijos y su futuro.


Solicité y obtuve la Nacionalidad Portuguesa que ahora disfruto junto con la española.
Yo que soy un enamorado de mi pueblo y de su historia, creo firmemente que estamos viviendo un momento histórico.


Porque nuestro pasado fue el que fue, y nada de lo que ocurrido podemos cambiarlo, pero el futuro lo decidimos nosotros mismos, creo que el de Olivenza pasa por el reconocimiento de nuestras raíces, nuestra singularidad y una apuesta decidida por la biculturalidad.

JUAN MANUEL VÁZQUEZ FERRERA

 

Boa tarde, buenas tardes,


El pasado 28 de noviembre se entregaron en Olivenza 80 concesiones de nacionalidad portuguesa. Un hecho inédito tanto por su significado como por su importancia cuantitativa. Más concretamente a 37 mujeres y 43 hombres naturales de Olivenza y sus aldeas, de diferentes edades y diferentes condiciones personales: profesores, médicos, mecánicos, ingenieros, estudiantes universitarios, jubilados, funcionarios, taxistas, abogados, empresarios, agricultores, cocineros, artistas, comerciantes, representantes institucionales y políticos… Como ven, gente normal, gente diversa. Un movimiento absolutamente transversal en la sociedad oliventina y popular que arranca de la propia gente. Del pueblo oliventino. De abajo arriba. De manera natural.


Es éste un proceso que ha venido acompañando la asociación cultural Além Guadiana y que se remonta a varios años atrás. Son ya casi 6 años los que lleva nuestra asociación poniendo su grano de arena para contribuir a la puesta en valor de nuestra herencia cultural portuguesa y su aproximación al mundo lusófono, siguiendo el camino que ya anteriormente otras personas y entidades oliventinas abrieron. Y ejemplo de ello son diferentes iniciativas como el espacio cultural Lusofonias, la recuperación de los nombres de las calles en portugués, encuentros de escritores lusófonos y otras muchas actividades en el campo de la lengua, la música, las tradiciones, etc. siempre en sintonía con nuestras instituciones y con la ciudadanía. Ha sido ésta una labor en la que no ha sido Além Guadiana, sino la ciudadanía de Olivenza la protagonista, aunque nosotros, como asociación, estamos orgullosos de haber despertado la curiosidad, la sensibilidad y la conciencia de identidad cultural.


Olivenza, por supuesto, no es ni mejor ni peor que nadie. Pero es diferente. Y sobre todo, es lo que somos. Ahí está su historia, intensa, apasionante y compartida, por Portugal y España. Los oliventinos tenemos esa condición. Olivenza es única en el contexto peninsular. Y entendemos que los oliventinos no podemos, no debemos, vivir de espaldas a nuestra historia.


Es en este contexto de resurgimiento o renacimiento de nuestra cultura portuguesa donde surge la conciencia. Conciencia de lo que somos. Y voluntad. Voluntad de proyectar todo ese legado, hacia el futuro. Es un legado que no sólo está compuesto por edificios, iglesias, murallas, sino por todo aquello que compone la llamada cultura inmaterial, que son sus tradiciones, su memoria, su lengua, etc. Y si a todo ello le sumamos los sentimientos, los afectos, de toda esa suma surge la palabra Identidad, que es una palabra si cabe más interesante, más trascendente que Nacionalidad. Nuestro cartel lo representa: “Una identidad, un sentimiento, dos culturas”. Y, a ello, podríamos añadir “Dos nacionalidades”.


Los oliventinos y sus descendientes tienen la opción de solicitar la nacionalidad portuguesa. Nos referimos por tanto a los naturales y descendientes del territorio de Olivenza, que no sólo abarca esta localidad sino también sus aldeas y Táliga. Tienen la opción de poseer dos nacionalidades de manera compatible. Naturalmente, ello entra dentro del ejercicio de las libertades personales de cada uno, habrá quienes opten por hacer uso de ese derecho y quienes no lo hagan. Y nada es excluyente. Todos son oliventinos por igual y todos seguimos formando parte de esa cultura compartida que hemos de mimar y proteger.


Para nosotros, la adquisición de la nacionalidad portuguesa, y por extensión, la posesión de dos nacionalidades, está revestida de un gran valor simbólico y afectivo, e incluso un sentido práctico pues nos permite acceder más fácilmente al ámbito educativo, al mundo laboral de Portugal y los países lusófonos.


Para nosotros, poseer el Bilhete de Identidade o Cartão de Cidadão portugués no tiene sentido si no hay nada detrás. No es un fin último. Es una ventana que nos invita a redescubrir nuestra propia historia y a abrirnos hacia Portugal en todas sus facetas. Por ello, es necesario llenarlo de contenido, de acercamiento a su realidad, a su lengua, a su actualidad social y cultural. Si no es así, la nacionalidad es un concepto vacío.


Hemos hablado de los beneficios individuales, pero también podemos pensar en los colectivos. Y es que la existencia de una comunidad de oliventinos y oliventinas con dos nacionalidades acrecienta el sello propio de Olivenza. Es su imagen identitaria. Su imagen de marca. Y ello posee una enorme fuerza, que no sólo se traslada a la cultura sino también al ámbito productivo, en sectores como el ocio, la cultura, el turismo, el comercio, el deporte, etc. El concepto de biculturalidad es como un enorme paraguas que impregna todos nuestros elementos socioculturales. Es su imagen identitaria con un elevado valor simbólico. Poseer un sello propio y saber aprovecharlo es garantía de futuro.


Los oliventinos nunca nos hemos olvidado de nuestros orígenes y hemos mantenido viva la llama de nuestro legado. Desde Além Guadiana hemos reivindicado insistentemente que el portugués no es una lengua extranjera y que, también, pertenecemos al mundo lusófono. Mantener viva esta lengua depende en primer lugar de la voluntad de los oliventinos, pero no es posible conseguirlo solos. Por ello desde aquí queremos aprovechar para reclamar el respaldo no sólo de las instituciones españolas. También pedimos el apoyo de Portugal en la preservación de los elementos culturales de origen luso en Olivenza, pues constituye tanto un patrimonio nuestro como suyo.


Sólo acabar diciendo que poseer dos nacionalidades para nosotros no sólo supone una enorme ilusión llena de significado. Nos aporta cultura, economía, futuro. No cierra puertas, las abre. No nos limita, no expande. No es excluyente, es incluyente. No crea barreras, las elimina. No resta, suma y nos reconcilia con nuestra historia. Olivença contribuye a la diversidad cultural, necesaria en este mundo cada vez más globalizado en el que vivimos. Olivenza es, y podría ser aún más un verdadero ejemplo: un ejemplo europeo.


Queremos acabar manifestando nuestro agradecimiento al cariño recibido por el Estado Portugués y, muy particularmente, al apoyo altruista de Sr. Diputado José Ribeiro e Castro.


Muito obrigados. Muchas gracias.

JOAQUÍN FUENTES BECERRA

 

MAIS NA IMPRENSA:

 

http://www.hoyolivenza.es/actualidad/2014-12-31/olivenza-recupera-nacionalidad-portuguesa-1232.html

 

Publicado por AG às 11:23
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