Sábado, 14 de Junho de 2014

Manifesto pelos 800 anos da língua portuguesa

Manifesto junta nomes da lusofonia para celebrar 800 anos da língua portuguesa

Lusa 12/06/2014 - 18:57

O deputado José Ribeiro e Castro é um dos promotores do manifesto, que reúne "professores, autoridades, escritores, linguistas, cineastas, homens e mulheres da cultura".

José Ribeiro e Castro é um dos subscritores do manifesto

Daniel Rocha

 

O "Manifesto 2014 – 800 anos da Língua Portuguesa", que será apresentado oficialmente esta sexta-feira, na Feira do Livro de Lisboa, é um "grande abraço entre todos os sítios em que se fala o Português", disse quinta-feira um dos dinamizadores da iniciativa.

 

"Neste manifesto procuramos reunir, simbolicamente, individualidades de diversos países de língua portuguesa e de diversas formações, desde um músico até ao Presidente da República de Cabo Verde (Jorge Carlos Fonseca), passando por deputados, professores, autoridades, escritores, linguistas, cineastas, homens e mulheres da cultura", declarou à Lusa o deputado José Ribeiro e Castro (CDS/PP).

 

Nesta apresentação oficial, que ocorrerá no pavilhão principal da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), na Feira do Livro, em Lisboa, será divulgada a lista oficial dos primeiros subscritores convidados.

 

O "Manifesto 2014 – 800 anos da Língua Portuguesa" é uma iniciativa que visa celebrar os oito séculos do Português, tendo como base o testamento de D. Afonso II (1214), o mais antigo documento régio e ao nível do Estado redigido em língua portuguesa.

 

"É uma forma de manifestarmos o nosso apreço, o nosso amor pela língua portuguesa e de manifestarmos ao mundo o enorme potencial que a nossa língua possui como uma das grandes línguas de comunicação internacional nesta era da globalização", sublinhou o deputado.

 

Ribeiro e Castro e o editor João Pinto de Sousa fazem parte deste movimento que se organizou para lançar esta iniciativa. Esta iniciativa de comemoração, de acordo com o deputado do CDS/PP, "resultou de um processo que começou no Parlamento, pois a iniciativa foi inicialmente apresentada por um investigador brasileiro, Roberto Moreno, à comissão de Educação, Ciência e Cultura, num processo parlamentar que é público".

 

"A partir daí, começaram a realizar-se várias diligências, e esta é uma delas, sendo o professor Roberto Moreno também um dos seus subscritores", sublinhou Ribeiro e Castro. "É uma convocação dos portugueses e de todos os cidadãos do espaço da lusofonia para um momento de festa da nossa língua, que tem um crescimento fortíssimo em todos os continentes", acrescentou.

 

No acto de apresentação do manifesto, estarão presentes alguns dos subscritores, nomeadamente Ribeiro e Castro e João Pinto de Sousa, que explicarão o movimento e, posteriormente, percorrerão o recinto da feira, abordando autores, livreiros e público em geral, numa acção de divulgação desta iniciativa de cariz cívico e cultural.

 

O "Manifesto 2014" ficará aberto à subscrição pelo público nos últimos três dias da Feira do Livro.

 

A apresentação oficial do "Manifesto 2014" e da respectiva lista oficial definitiva de subscritores convidados será feita no dia 27 de Junho, em evento organizado no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

 

http://www.publico.pt/cultura/noticia/manifesto-junta-nomes-da-lusofonia-para-celebrar-800-anos-da-lingua-portuguesa-1639701

 

MAIS:

https://www.facebook.com/Movimento2014

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Publicado por AG às 10:44
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Comentário(s):
De olivencalivre a 14 de Junho de 2014 às 14:46
SONETO: O FULGOR DE OLIVENÇA

Olivença, minh'alma, mal te vejo,/
rejubila alegre, de contente,/
e desde logo m'invade o desejo/
de te tecer loas de modo ardente!//

Por paixão, há muito que te cortejo/
com um amor profundo e envolvente,/
em que não acaba nunca o ensejo/
de t'elogiar p'ra me sentir gente!//

Já te comprei a mulher formosa,/
a jóia, a flor, e até a barca/
navegando no mar, firme e airosa...//

Não sei se a minha razão t'abarca/
em poemas, em quadras, ou em prosa,/
de tal forma o teu esplendor me marca!///

Estremoz, 11 de junho de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna


SONETO:TRAINDO PESSOA?(EM DEFESA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA)

«Minha Pátria, Língua Portuguesa»,/
pensou o grande Fernando Pessoa./
Esta ideia, suprema delicadeza,/
floresce no Brasil e em Lisboa.//

Em Português se exprime uma certeza,/
uma emoção,no Maputo, em Goa;/
nessa língua se elogia a beleza/
dum samba, dum fado na Madragoa!//

Português fala-se com dedicação,/
usa-se a Língua até para ofensa;/
nela s'exprime ódio, dor, paixão.//

Mas... pouca gente, ao falá-la, pensa/
em acudir, como uma obrigação/
ao Português falado em Olivença ! //

Estremoz, 10 de Abril de 2014

Carlos Eduardo da Cruz Luna



PORTUGUÊS AMEAÇADO

Dizem-te "tchaporreo" sem sentido
Tão só idioma degenerado,
nem língua ser, veiculo perdido
para se exprimir algo de elevado!

Dizem nunca dever ter aparecido,
quanto mais próprio p'ra ser falado
por gentes, num recanto esquecido
que vêem seu passado desprezado.

"Fala" d'Olivença, alentejano
falado durante séculos sem fim
por todos teus filhos no trato humano

Não é possível que termines assim,
depois de teres sido soberano,
como se nunca foras usado, enfim...

Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz, 21 de Junho de 2007

De AG a 15 de Junho de 2014 às 21:23
Antes de existir o condado portucalense, antes de existir os reis portugueses, a língua portuguesa (galega) já existia. Mais de 800 anos então!

Manuel Sánchez
De Roberto Moreno a 18 de Junho de 2014 às 08:49
Sugiro ler este artigo - O Brasil fala a língua Galega - http://www.udc.es/dep/lx/cac/sopirrait/sr044.htm
De José Luís Valinha a 19 de Junho de 2014 às 14:05
Bem Falado, Manuel!
A língua portuguesa, conhecida em quase todo o mundo como português mas também chamada galega ou galego-portuguesa, é muito mais antiga.
O Prof. Fernando Venâncio desmente esse e outros mitos da língua portuguesa na Conferência pronunciada em Bruxelas e cujo texto podedes ler aqui:

http://pglingua.org/pgl3/originalidades-da-lingua-portuguesa/
De Palavra-chave a 18 de Junho de 2014 às 08:44
Como nasce uma língua.

«O certo é que as línguas não podem ter nascido por convenção já que, para se porem de acordo sobre as suas regras os homens necessitariam de uma língua anterior; mas se esta última existisse, por que razão se dariam os homens ao trabalho de construir outras, empreendimento esforçado e sem justificação?» (Umberto Eco)

Alexandre Herculano, em 1874, disse: "A Galiza deu-nos população e língua, e o português não é senão o dialecto galego, civilizado e aperfeiçoado”

Nesta ótica, pergunta-se: falamos português ou galego? - Polemicas à parte, a Fundação Geolíngua propõe o seguinte: batizar de Geolíngua o Galego luso-brasileiro que se fala nos dias de hoje, pois, é a única língua natural, desde o século XIII, capaz de “substituir” o Esperanto (língua artificial criada em 1887) e o inglês, (pseudo língua universal) cuja aprendizagem promove o monoglotismo no anglófono, excluindo-o, desta forma, de um universo cada vez mais democrático e bilingue.

Desde o tempo de D. Dinis há, entre o galego e o português, semelhanças na fonética, na morfologia e na sintaxe, muito próximas e, neste âmbito vislumbra-se que a percentagem necessária para que uma língua seja diferente de uma outra, seja de 20%. - Ora, a diferença entre o português de Portugal e o galego, hoje, é de 7% e entre o português e o “brasileiro” é de 3%, portanto, via esta observação, fundamentada e com base histórica e científica, a língua “portuguesa” foi “separada” do galego em 1214, supostamente, por D. Afonso II e em 1297 oficializada por D. Diniz (sexto rei de Portugal e primeiro rei alfabetizado) numa situação geopolítica e sociocultural compreensível e necessária, pois, Portugal estava à delimitar fronteiras e a se formar como um País independente do Reino de Castela e Leão (Espanha) e, não ficava bem continuar a ter o galego como língua de Portugal, daí esta “separação”, politica. – Assim sendo, surge a 8 Séculos atrás, a primeira “marca branca” do mundo - a língua portuguesa, tendo como fornecedor a sua matriz - o Galego.

E, nesta perspectiva o “português” é, até os dias de hoje, a única que preenche os 5 pré-requisitos necessários para ser a língua universal, o aspecto quantitativo, qualitativo, geopolítico, geoeconómico, e, ser bilingue à nascença. - Portanto é a primeira língua do mundo, com base cientifica e histórica, e que une 800 milhões de pessoas, em 30 países, nas terras mais ricas e férteis e, nos 5 continentes. -
http://www.rtp.pt/play/p865/e88934/forum
De olivencalivre a 19 de Julho de 2014 às 15:07
SONETO: O PORTUGUÊS VIVO EM OLIVENÇA (homenagem aos muitos oliventinos que defendem a sua língua tradicional, como se viu em 30 de maio de 2014)///
SONETO: O PORTUGUÊS VIVO EM OLIVENÇA///

Vejo no falar simples do teu povo/
caminhos dum futuro 'inda incerto,/
em que o velho se transforma em novo/
para que o precário se torne certo.//

Desde o Guadiana até Porto Covo
(território com fama de deserto),/
sempre irei dizer, feliz, que me movo/
num Alentejo de mágoa coberto...//

E tu, Olivença, tu dás-me alento,/
porque em ti vejo que não pode morrer/
o meu falar com este seu acento!//

Duzentos anos passaram a correr,/
mas, Olivença, do teu povo atento,/
saem os seus filhos para te socorrer...///

Estremoz, 18 de julho de 2014
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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