Sábado, 16 de Setembro de 2017

Olivença e a Raia na TVE (12.IX.2017)

Juromenha, Elvas, o Guadiana, Olivença... a Raia.

 

 

Publicado por AG às 17:07
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Comentário(s):
De Carlos Luna a 17 de Setembro de 2017 às 18:01
PARTE 1 de 2
TVE (TELEVISÃO ESPANHOLA), 12 SETEMBRO 2017 PROGRAMA "ENTRE FONTERAS" (Passado a texto em Português)(4:53 de duração)
(MÚSICAS DE FUNDO PORTUGUESA E ESPANHOLA)
---(jornalista no estúdio)e hoje, na nossa rota "Entre Fronteiras, leva-nos a uma "terra de ninguém". Olivença, uma povoação da província de Badajoz, mas reclamada desde há dois séculos por Portugal. Os oliventinos veem-se como na sua maioria reveem-se na nacionalidade espanhola, mas, claro, valorizam também a sua identidade portuguesa. Muitos, inclusivamente, têm dupla nacionalidade. Guadalupe Megias (???) conduz-nos hoje pela parte mais difusa da Raia.
GUADALUPE MEGIAS (?)(será sempre ela a usar da palavra a partir daqui)- Olivença é o espaço mais disputado da Raia, o único troço (da mesma) que não está delimitado. Portugal reclama-a, mas sem pôr nisso demasiado empenho. Hoje a fronteira é um empecilho. [NOTA À MERGEM DO TEXTO: estas afirmações são importantes, pois e raro, num texto, televisivo ou não, espanhol, admitir-se que há um pedaço de fronteira NÃO RECONHECIDO! Estamos perante algo de novo! FIM DA NOTA]. Antes, passarei por duas povoações que pela sua História evitaram uma "mudança de proprietário/propriedade": a de Juromenha, antigamente um ponto-chave, está hoje abandonada; muito próxima de Elvas, tem a honra de ser a maior (?)da Raia. [falando com um habitante de Juromenha] Que belo sítio para nos encontrarmos!
(Um Português a falar em castelhano)-"--- é uma perspetiva, uma maravilha, o Rio Guadiana, a fronteira, com Espanha do outro lado"[NOTA À MARGEM DO TEXTO: Este português, como quase todos em Juromenha, desconhece que Portugal não reconhece como espanhola a outra margem. Neste caso, é particularmente absurdo, pois parte da própria Juromenha, a aldeia de Vila Real, está no outro lado, bem à vista! FIM DA NOTA] 
Guadalupe Megias (?)- Mas Libânio (???) diz que já quase nada há de desfrutável no povoado abaixo, que ficou reduzido a duas ruas e um só Bar, o da "Pata Negra", o contrabandista mais famoso da zona. Ricardo tenta que essa memória e a destes povoados não se perca [Ricardo a brindar em castelhano: ", À raia, à Amizade!"). O "contrabando-sobrevivência" (expressão de Ricardo), diz (Ricardo) que o contrabando era uma das maneiras de sobreviver, nesta parte da "raia seca", sem rio [NOTA À MARGEM DO TEXTO: no Verão, o Guadiana quase secava, deixando-se cruzar a vau. FIM DA NOTA]. Para entendermos isto de forma fácil como era esta história de "cruzar" (o rio), subimos (para o norte) até à fortificação de Elvas.
(fala um elvense, em castelhano)-"Temos aqui uma grande cidade do lado espanhol, Badajoz, e uma cidade aqui, deste lado (Elvas)."
Guadalupe Megias (?)- Tinha tanta importância à fronteira (veem-se ruas muito estreitas de Elvas] que podíamos estar num qualquer povoado de Espanha- Mas...Elvas é muito portuguesa, entre outras coisas porque aqui toma corpo um dos mais preciosos tesouros que existe: Bacalhau Dourado, que foi aliás, comprovadamente, inventado aqui.
(fala um elvense, em castelhano)-"Sim, sim, está documentado, em 1947, na "Expoter"(????)".
Guadalupe Megias (?)-Deita-se primeiramente o bacalhau, logo as batatas, e finalmente o ovo. Vicente dá-lhe um "toque" fronteiriço ao prato.
(fala Vicente, um elvense, em castelhano)-"Costumamos servi-lo com um acompanhamento noutro recipiente de gaspacho espanhol, ou andalauz, como lhe queira chamar."
Guadalupe Megias (?) . Isto, SIM, que é uma união de culturas, o resto são parvoeiras! E agora, agora sim, vou buscar a sobremesa a Olivença ! [imagem da velha Ponte da Ajuda em ruinas]. Venho aqui [Pastelaria Fuentes, Olivença] porque tenho um desejo imenso de comer o doce. Mas... já não sei o que te vou pedir: algo português, algo espanhol, algo oliventino, não sei...
(UMA DAS FILHAS DE CARMELA FUENTES [proprietária])"Pois... as duas coisas! Aqui, típico português, temos as queijadas, os pasteizinhos de nata, e, espanhol, tenho as "perrillas", os "chincharrones"... mas não nos podemos esquecer duma coisa muito importante, a Técula-Mécula, que também dizem ter origem em Portugal, mas eu penso que os árabes também tiveram muito a ver com este doce, já que é à base de amêndoa e gema."
De Carlos Luna a 17 de Setembro de 2017 às 18:04
PARTE 2 (FIM)
TVE (TELEVISÃO ESPANHOLA), 12 SETEMBRO 2017 PROGRAMA "ENTRE FONTERAS" (Passado a texto em Português)(4:53 de duração)
(MÚSICAS DE FUNDO PORTUGUESA E ESPANHOLA)
Guadalupe Megias (?) . Isto, SIM, que é uma união de culturas, o resto são parvoeiras! E agora, agora sim, vou buscar a sobremesa a Olivença ! [imagem da velha Ponte da Ajuda em ruinas]. Venho aqui [Pastelaria Fuentes, Olivença] porque tenho um desejo imenso de comer o doce. Mas... já não sei o que te vou pedir: algo português, algo espanhol, algo oliventino, não sei...
(UMA DAS FILHAS DE CARMELA FUENTES [proprietária])"Pois... as duas coisas! Aqui, típico português, temos as queijadas, os pasteizinhos de nata, e, espanhol, tenho as "perrillas", os "chincharrones"... mas não nos podemos esquecer duma coisa muito importante, a Técula-Mécula, que também dizem ter origem em Portugal, mas eu penso que os árabes também tiveram muito a ver com este doce, já que é à base de amêndoa e gema."
Guadalupe Megias (?)- Pois não há dúvida, levo isto, em conclusão... nem de Portugal, nem de Espanha, mas sim de Olivença. Com o estômago/a alma mais confortado/a, interno-me nas ruas de Olivença, que têm dois nomes...[muitas imagens]
José António Gonzalez Carrillo - ...que (?) o nome castelhano das ruas, e logo (por baixo) o nome português, que, afinal, é o nome de origem das ruas...
Guadalupe Megias (?) - Ainda que, por aqui a maioria se sinta espanhola, não quer esquecer a sua parte portuguesa!
José António Gonzalez Carrillo- Muitíssimos oliventinos têm a dupla nacionalidade...
Guadalupe Megias (?)- Ai sim, como é isso, vocês têm dois DNI(Cartões de Identidade/Cidadão). Deixa-me ver como é isso!
José António Gonzalez Carrillo- No meu caso, vou [mostra dois cartões]... Eu, no meu caso, tenho o DNI espanhol, e também tenho o DNI português.
Guadalupe Megias(?)- Que coisas curiosas me dizes tu! [imagens Igreja da Madalena, interior] Há heranças lusas por toda a parte; é o único lugar de Espanha onde encontramos o gótico manuelino em jóias autênticas, como a Igreja da Madalena!
José António Gonzalez Carrillo- Isto é uma homenagem ao mar, é realmente como um barco.
Guadalupe Megias(?)- E é assim porque se construiu para que fosse a residência dos Bispos de Ceuta. Sim, indubitavelmente/incrivelmente, no seculo XVI o Bispo de Ceuta vivia em Olivença! [NOTA À MARGEM DO TEXTO: a jornalista esquece.se de esclarecer que Ceuta era então uma possessão portuguesa! FIM DA NOTA]. Falta um último tesouro para descobrir (em Olivença)...
José António Gonzalez Carrillo - Temos um dos edifícios militares mais altos, ou mesmo o mais alto, de toda a fronteira portuguesa.
Guadalupe Megias (?) - ... e que também esconde os seus segredos! Rampas, em vez de escadas. E, tomem bem atenção a isto: [imagens]: são "pintadas" (rascunhos) anónimas nas suas paredes [NOTA À MARGEM DO TEXTO: são riscos feitos na argamassa com alguma ponta metálica. FIM DA NOTA]. Isto quer dizer que são "graffitti"... do século XIII! [NOTA À MARGEM DO TEXTO: séculos XIV e XV. FIM DA NOTA]- Tudo são surpresas no único ponto da Raia onde o Sol não esconde a fronteira... simplesmente porque ela NÃO EXISTE! [FIM]

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