Domingo, 11 de Dezembro de 2016

Olivença na RTP ("Linha da frente", 10.XII.2016)

http://www.rtp.pt/play/p2231/e263599/linha-da-frente

("Olivença canta o fado")
Publicado por AG às 06:28
Ligação da entrada | Comentem | Adicionem aos favoritos
|  O que é? | Partilhári
Comentário(s):
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2016 às 22:10
Parte 3
Jornalista- Ao contrário da filha, (Manuel) não pediu nacionalidade portuguesa. Adepto do Atlético de Bilbau, admite que tem um fraquinho pelo Benfica.

Manuel Lagoa Ferreira - Ah, o Benfica sempre me tem gostado, m'alembro daquela equipa legendária com o Eusébio, Santana, Águas, Coluna, Costa Pereira, Germano... aquela equipa chamava muito a atenção!

Jornalista - Raquel Sandes Antunes gosta de cantar o fado. Empresária na área do reastauro (edifícios), observa a primeira pedra do Castelo (imagem no museu), com as armas do rei D. Dinis. Quando era pequena, escutava com curiosidade o Português da avó, numa época em que já não se ensinava nas escolas.

Raquel Sandes Antunes - Porque é que eu tenho este sentimento...Portugal? Acho que nasceu comigo, porque não há um momento "xis" da minha vida em que eu digo "agora, eu gosto de Portugal". Gostei sempre. Gostei da arquitetura, gostei de falar com as pessoas idosas, eu tinha muito interesse por tudo isso. Portanto, eu acho que vai no sangue.

Jornalista- (Raquel) confessa que sentiu medo quando há poucos anos foram feitos os primeiros pedidos para a nacionalidade portuguesa.

Raquel Sandes Antunes- A realidade é que ainda há pessoas que não gostam da ideia. Mas a imensa maioria, a imensa maioria, sim.

Jornalista - Dois séculos de castelhanização quase apagaram Portugal da memória dos habitantes de Olivença. No tempo da ditadura franquista, o idioma (português9 foi proibido nas escolas, mas continuou sempre a ser cantado pelo povo.

Raquel Sandes Antunes - Se falavas com os idosos, sempre cantavam qualquer couisa em Português. Então, acho que, quer queiras, quer não, as pessoas t~em essa coisinha dentro, é só riscar um bocadinho, e sai.

(idosos de Olivença, em coro, a cantar música folclórica/ tradicional portuguesa, com acompanhamento de concertina)

(Praça ou Carreira, calçada portuguesa, gente a falar em Português)

Velho- Claro, alvo (?), duzentos e picos, conntas(?)
Jornalista- Bons dias. Ainda há muita gente a falar Português aqui?
Velho- pois, falam, sim.

Jornalista - Todos os dias, antes da hora do almoço, Adolfo reúne-se na Praça de Espanha [carreira] para desenferrujar o Português.

Velho, mostrando a Cartão de Cidadão português- ...de Portugal, pois, o apelido, o nome...

Jornalista (imagem junto ao castelo dionisino)- Turistas alentejanos visitam o castelo que ainda conserva o escudo de Portugal. Ficam admirados quando percebem que muitos oliventinos estão a pedir dupla nacionalidade.

José Martins, turista português- Fico um pouco surpreendido por uma questão: é quer eles têm de facto no dia a dia, têm uma situação muito mais segura e muito mais estável do que nós. Vejo talvez por (o) outro lado, mas como um panorama sentimental, como uma paixão, porque eles adoram saber (ouvir) (????) a nossa língua. A geração a seguir à minha, eles são uns apaixonados por Portugal e pelos portugueses.

Jornalista- Joaquin Fuentes (Becerra) é guia turístico e Presidente da Associação «Além Guadiana».

Joaquín Fuentes Becerra - Eu penso que havia muitos preconceitos com relação a Portugal, penso eu também que desde Portugal havia preconceitos, tabus, com relação a Olivença, e penso que nós contribuímos a trabalhar com uma certa naturalidade a derrubar esses mitos, esses preconceitos, e a construir um novo olhar para Olivença através da gente, da dupla nacionalidade. A nacionalidade abre muitas portas, os jovens podem estudar em Portugal(?), procurar o seu futuro laboral no mundo lusófono, que não é só Portugal.
Jornalista - Joaquin sobe as 17 rampas da Torre de Menagem que um dia também foi visitada pelo rei D. João V.
Joaquin Fuentes Becerra - era a torre mais alta da fronteira luso-espanhola, quase um arranha-céus medeieval. Porquê fazer esta torre tão alta aqui em Olivença? Há uma explicação científica. Olivença não fica no alto duma serra. Isto é praticamente uma planície, e, então, o que a geografia não ajuda, tem de ser compensado pela arquitetura.
Jornalista - Do alto dos 37 metros da Torre, vê-se o Alentejo. No 10 de Junho [2016] foi assinalado pela primeira vez em Olivença o Dia de Portugal, uma das maiores conquistas da «Além Guadiana»
(CONTINUA)
De Paulo Filipe Diniz Rebelo a 17 de Dezembro de 2016 às 15:05
Gostei do programa e gostei de saber do interesse dos Oliventinos sobre Portugal. Desejo que a situação continue a evoluir.
De Anónimo a 17 de Dezembro de 2016 às 21:08
HOJE, 17 DEZEMBRO 2016, ENTRE AS 14:30 e as 14:57 (Hora portuguesa),RTP-NOTÍCIAS, REPETIÇÃO DO PROGRAMA DO DIA 10
De olivencalivre a 3 de Março de 2017 às 22:24
600 OLIVENTINOS PEDIRAM PARA SER PORTUGUESES NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS////JORNALISTA ROBERTO DORES-Só da última vez que Eduardo Machado, professor de Português e membro da Associação Além Guadiana (AAG), foi à Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa, em dezembro de 2016, entregou mais 110 pedidos de nacionalidade portuguesa; os processos abrangem faixas etárias  dos 5 aos 90 anos.
   Eduardo Machado (Eduardo Naharrro Macías-Machado) diz que a tendência é para aumentar: «Já há quase 600 pessoas, e isto vai em crescendo, não é? Quase 600 pessoas com dupla nacionalidade, ou (com) duas nacionalidades. E que o futuro será...por que...reforçar a literatura  (?) portuguesa.»
   Olivença é o único concelho espanhol onde para também se ser português basta ter nascido por aqui, ser descendente ou casado com um natural da terra. O alcaide, Manuel José Andrade (Manuel José González Andrade), diz que este é um privilégio que torna os oliventinos especiais: « Aqui (?) en Olivença, vamos, podemos tener dos nacionalidades, pués, algo que és importante para nosotros, és el único município de este País que puede disfrutar eso: ser españoles y portugueses. Nos hace únicos, nos hace especiales, y nos dan valor diferenciado ...?... a todos los demás.»
   A possibilidade de entrar no mercado de trabalho em ramos como o ensino ou serviços médicos são algumas das vantagens da dupla cidadania, mas o presidente da Associação Além Guadiana, Joaquín Fuentes (Joaquin Fuentes Becerra), também sublinha a força das raízes portuguesas « Penso que nós contribuímos a criar aquela sensibilidade com relação às raízes portuguesas, temos de ter em conta que até a gente aqui de idade em Olivença ainda fala Português, o português oliventino, e que era língua da rua, a meados do século XX; estamos a falar duma língua que esteve sempre muito presente.»
   JORNALISTA ROBERTO DORES- Mas como hoje já não está, o próprio alcaide encarregou-se de avançar com uma projeto para tentar recuperar a Língua Portuguesa. A proposta já deu entrada no Governo da Extremadura {espanhola], e visa atingir os vários níveis de ensino.
   Manuel José Andrade (Manuel José González Andrade)("ALCALDE")- «Queremos que en el Gobuierno de Extremadura haya un plan especial de Lengua Portuguesa solo para Olivença; ya vamos trabajando en eso también, en este año y medio que yo estoy al frente de la Câmara. Es verdad que, en Extremadura, ya se enseña Portugués, pero cremos que Olivença, por las características especiales, debe tener un plan especial de lengua portuguesa».
   Manuel José Gonzalez Andrade revela que o Governo de Extremadura já manifestou interesse neste plano que aponta para a contratação de professores nativos para garantirem o maior número de aulas de Português com a máxima qualidade.{o "Alcalde", Manuel José Gonzalez Andrade)«Con profesores nativos, o con profesores que tengan la capacidad y la competéncia suficiente para enseñar la lengua, pero cremos que en Olivença la enseñanza de Portugés debe ser más intensiva que en otros hogares (lugares?)».
   Eduardo Machado (Eduardo Naharro Macías-Machado), que há vários anos dá aulas em Olivença, revela que já está criada a comissão para a Comunidade Educativa, que junta autarquia com estabelecimentos de ensino, com o objetivo de encontrar respostas para a procura do Português. «Tem vindo a evoluir, logicamente, depois deste processo de sensibilização ao longo dos anos, da aproximação à Língua e Cultura portuguesas, mas ainda falta muito por fazer e, por outro lado, a Associação Além Guadiana, que foi a promotora desse projeto, que foi criar uma comissão da comunidade educativa para Olivença, onde intervém a própria, a representação da Câmara e os distintos centros educativos de Olivença, para ver se podemos reforçar, na medida em que o Português continua a crescer, (e) que pelo menos tenha uma resposta para a demanda que há».
   JORNALISTA ROBERTO DORES- Pelas escolas de Olivença, neste momento, o Português é ensinado com estatuto de disciplina sujeita à avaliação apenas numa escola privada, em que há um acordo com o Estado. Quanto ao ensino público, o Português limita-se a ser opção. Já a Universidade popular oferece a "língua de Camões" para todas as idades, com exames livres.
De Anónimo a 3 de Março de 2017 às 22:57
600 OLIVENTINOS PEDIRAM PARA SER PORTUGUESES NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS////JORNALISTA ROBERTO DORES-Só da última vez que Eduardo Machado, professor de Português e membro da Associação Além Guadiana (AAG), foi à Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa, em dezembro de 2016, entregou mais 110 pedidos de nacionalidade portuguesa; os processos abrangem faixas etárias  dos 5 aos 90 anos.
   Eduardo Machado (Eduardo Naharrro Macías-Machado) diz que a tendência é para aumentar: «Já há quase 600 pessoas, e isto vai em crescendo, não é? Quase 600 pessoas com dupla nacionalidade, ou (com) duas nacionalidades. E que o futuro será...por que...reforçar a literatura  (?) portuguesa.»
   Olivença é o único concelho espanhol onde para também se ser português basta ter nascido por aqui, ser descendente ou casado com um natural da terra. O alcaide, Manuel José Andrade (Manuel José González Andrade), diz que este é um privilégio que torna os oliventinos especiais: « Aqui (?) en Olivença, vamos, podemos tener dos nacionalidades, pués, algo que és importante para nosotros, és el único município de este País que puede disfrutar eso: ser españoles y portugueses. Nos hace únicos, nos hace especiales, y nos dan valor diferenciado ...?... a todos los demás.»
   A possibilidade de entrar no mercado de trabalho em ramos como o ensino ou serviços médicos são algumas das vantagens da dupla cidadania, mas o presidente da Associação Além Guadiana, Joaquín Fuentes (Joaquin Fuentes Becerra), também sublinha a força das raízes portuguesas « Penso que nós contribuímos a criar aquela sensibilidade com relação às raízes portuguesas, temos de ter em conta que até a gente aqui de idade em Olivença ainda fala Português, o português oliventino, e que era língua da rua, a meados do século XX; estamos a falar duma língua que esteve sempre muito presente.»
   JORNALISTA ROBERTO DORES- Mas como hoje já não está, o próprio alcaide encarregou-se de avançar com uma projeto para tentar recuperar a Língua Portuguesa. A proposta já deu entrada no Governo da Extremadura {espanhola], e visa atingir os vários níveis de ensino.
   Manuel José Andrade (Manuel José González Andrade)("ALCALDE")- «Queremos que en el Gobuierno de Extremadura haya un plan especial de Lengua Portuguesa solo para Olivença; ya vamos trabajando en eso también, en este año y medio que yo estoy al frente de la Câmara. Es verdad que, en Extremadura, ya se enseña Portugués, pero cremos que Olivença, por las características especiales, debe tener un plan especial de lengua portuguesa».
   Manuel José Gonzalez Andrade revela que o Governo de Extremadura já manifestou interesse neste plano que aponta para a contratação de professores nativos para garantirem o maior número de aulas de Português com a máxima qualidade.{o "Alcalde", Manuel José Gonzalez Andrade)«Con profesores nativos, o con profesores que tengan la capacidad y la competéncia suficiente para enseñar la lengua, pero cremos que en Olivença la enseñanza de Portugés debe ser más intensiva que en otros hogares (lugares?)».
   Eduardo Machado (Eduardo Naharro Macías-Machado), que há vários anos dá aulas em Olivença, revela que já está criada a comissão para a Comunidade Educativa, que junta autarquia com estabelecimentos de ensino, com o objetivo de encontrar respostas para a procura do Português. «Tem vindo a evoluir, logicamente, depois deste processo de sensibilização ao longo dos anos, da aproximação à Língua e Cultura portuguesas, mas ainda falta muito por fazer e, por outro lado, a Associação Além Guadiana, que foi a promotora desse projeto, que foi criar uma comissão da comunidade educativa para Olivença, onde intervém a própria, a representação da Câmara e os distintos centros educativos de Olivença, para ver se podemos reforçar, na medida em que o Português continua a crescer, (e) que pelo menos tenha uma resposta para a demanda que há».
   JORNALISTA ROBERTO DORES- Pelas escolas de Olivença, neste momento, o Português é ensinado com estatuto de disciplina sujeita à avaliação apenas numa escola privada, em que há um acordo com o Estado. Quanto ao ensino público, o Português limita-se a ser opção. Já a Universidade popular oferece a "língua de Camões" para todas as idades, com exames livres.

Comentem entrada

.Hora solar de Olivença

.Procurem neste blógui

 

.Que horas são?

Hora oficial:

.Contadôri


contador de visitas

.Entradas recentes

. Língua quíchua, mais ensi...

. O asturiano em 2017

. Pastor (Ánchel Lois Salud...

. Português cristang ou cri...

. Dia de Portugal em Oliven...

. Línguas americanas na Amé...

. Volta a língua portuguesa...

. "Tinta verde" (Vitorino):...

. Mais ruas bilingues em 20...

. Olivença através dos livr...

.Arquivos

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

.Palavras-chave

. todas as tags

.Ligações

.Dicionário galego-português

Pesquisa no e-Estraviz

.Agosto 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
blogs SAPO

.Participem

. Participem neste blógui

.Contadôri

.subscrever feeds