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ALÉM GUADIANA

Associação Além Guadiana (língua e cultura portuguesas em Olivença): Antigo Terreiro de Santo António, 13. E-06100 OLIVENÇA (Badajoz) / alemguadiana@hotmail.com / alemguadiana.com

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Olivença em Lisboa segundo um jornal brasileiro

AG, 15.06.15

Portugueses de Olivença voltam à Feira do Livro de Lisboa 85 anos depois

Laurentino autografa 1808 a ser doado a Olivença

“Nós falamos português há mais de sete séculos em Olivença. O bilinguismo é o nosso futuro.” Com um cartaz contendo esta frase, a Associação Além Guadiana encerrou sua participação no primeiro “Dia de Olivença” da Feira do Livro de Lisboa (Portugal), cuja 85ª edição acontece entre o final de Maio e 14 de junho.

A Feira do Livro de Lisboa foi fundada em 1930 justamente por um cidadão de Olivença (localizada na margem espanhola do rio Além Guadiana). Trata-se de Ventura Ledesma Abrantes, oliventino que se transferiu para a capital portuguesa, onde desenvolveu suas atividades de livreiro, editor e escritor.

Na abertura do evento, o professor de português Eduardo Machado, da Associação Além Guadiana, disse que o futuro de Olivença deve passar pela total integração à cultura portuguesa. “Em Olivença, temos duas línguas maternas (espanhol e português) e queremos condições de igualdade.”

Para isso, as gerações mais jovens tomaram para si a luta para recuperar e fortalecer a língua portuguesa, acrescentou Joaquín Fuentes Becerra, presidente da entidade. São realizadas anualmente atividades culturais, abrangendo a língua (leitura pública de textos em português), dança e música. “O mais importante desse processo é a mudança de consciência, de mentalidade. O que identifica Olivença é o caráter bicultural.”

Já o historiador e diretor do Museu Etnográfico Miguel Ángel Vallecillo Teodoro apresentou livros sobre a arquitetura de Olivença. E lembrou que a cultura oliventina teve marcante influência também do judaísmo.

O escritor José Antonio Gonzalez Carrilo mostrou Olivença através dos seus livros. E considerou Ventura Ledesma como um dos inspiradores do seu trabalho. “Sem dúvida, este oliventino universal, que hoje conta com uma merecida rua em Lisboa (e não em Olivença), foi um dos grandes precursores da difusão cultural e histórica da localidade que nesses anos começou a revelar uma injusta desvalorização.”

Por fim, Julián Portillo Barrios leu alguns de seus poemas, já publicados em livros, revelando que se inspirou em poetas portugueses e brasileiros. Quando estudou biblioteconomia em Buenos Aires, o jovem poeta fez várias viagens ao Brasil, inclusive Minas Gerais, onde aperfeiçoou o seu português.

O deputado português José Ribeiro e Castro, um dos defensores da causa oliventina, disse esperar que o “Dia de Olivença” se repita nos próximos anos na Feira dos Livros de Lisboa.

Livro 1808

Este repórter passou às mãos de Joaquín Fuentes um exemplar do livro 1808, autografado pelo autor Laurentino Gomes, que aborda a questão de Olivença. A edição revisada e ampliada, publicada recentemente, acrescenta um capítulo sobre a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves por D. João.

Até então, Portugal estava isolado nas negociações entre as potências europeias para recuperar as terras apoderadas por Napoleão. O novo Reino Unido ganhou mais espaço na mesa de negociações. Ironicamente, quem mais se beneficiou disso foi o Brasil. E Portugal não conseguiu recuperar Olivença de volta.

Pendência

Segundo o historiador inglês A. R. Disney, em Janeiro de 1801, Napoleão – que queria afastar Portugal da Grã-Bretanha - enviou a Lisboa um ultimato dando ao reino duas semanas para denunciar a aliança luso-inglesa, fechar os portos aos navios britânicos, pagar uma grande indenização e permitir às forças espanholas que ocupassem pacificamente um quarto do seu território. Caso contrário seria invadido.

Portugal recusou-se a aceitar o ultimato, prossegue Disney. Então, Napoleão pediu que as forças espanholas marchassem para o Alentejo. O resultado foi a breve “Guerra das Laranjas”, em Maio e Junho de 1801. As forças espanholas ocuparam várias cidades portuguesas, incluindo Olivença.

LINKS RELACIONADOS

Olivença quer o português como segunda língua materna:

http://www.jornaldaslajes.com.br/integra/olivenca-espanha-quer-o-portugues-como-segunda-lingua-materna/1509/

Portugueses de Olivença:

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/perdidoseachados/2015-05-30-Portugueses-de-Olivenca

Cidadãos de Olivença conseguem primeiras nacionalidades portuguesas:

http://www.jornaldaslajes.com.br/integra/cidadaos-de-olivenca-espanha-conseguem-as-primeiras-nacionalidades-portuguesas/1601/

 

Fonte: http://www.jornaldaslajes.com.br/integra/portugueses-de-olivenca-voltam-a-feira-do-livro-de-lisboa-85-anos-depois/1645/ (Jornal das Lajes, Resende Costa, Minas Gerais, Brasil).